Secretário afirma que flexibilização em CG e Cabedelo vai gerar reflexos em 15 dias

O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros afirmou que algumas cidades, como Cabedelo e Campina Grande, estão “relaxando mais do que deveriam”, pois têm a bandeira laranja e estão flexibilizando o isolamento social com a reabertura do comércio em lojas, shoppings e galerias.

Ele lembrou que cidades como Belo Horizonte e Brasília flexibilizaram o isolamento de forma precoce e pouco tempo depois apresentaram um grande aumento no número de casos da Covid-19, prejudicando, além da população, o comércio local.

Geraldo ainda frisou, durante entrevista a uma emissora de rádio local, que Cabedelo não possui estrutura hospitalar para comportar possíveis novos casos e pode gerar superlotação na rede hospitalar de João Pessoa.

Ele considerou que Campina Grande está reabrindo shoppings, lojas e galerias quando deveria estar apenas com os serviços essenciais em funcionamento, de acordo com a recomendação da bandeira laranja.

– Cabedelo não tem estrutura nenhuma hospitalar e vai sobrecarregar João Pessoa, que está em uma situação cômoda. Mesma coisa Campina Grande, que a Prefeitura flexibilizou além do que determina a bandeira laranja, que era somente para serviços essenciais, e com isso, infelizmente teremos o reflexo daqui a quinze dias com o maior número de casos e, consequentemente, o maior número de mortes – colocou.

PB Online

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O carteiros paralisaram suas atividades da manhã de hoje na Paraíba em protesto contra atos de violência durante entregas de mala direta. O Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB), Tony Sérgio Rodrigues Cavalcante, relatou que os trabalhadores estão sofrendo na ruas durante a realização do serviço.

“Pessoas mal-intencionadas estão atacando os trabalhadores, filmando os trabalhadores para lacrar na internet como se os trabalhadores estivessem cometendo crime eleitoral. Estamos parando para chamar atenção da sociedade para o fato que aconteceu em João Pessoa, Campina Grande e São Bento”, explicou Cavalcante Cavalcante.

O Sindicato que representa os carteiros tem recebido denúncias graves de trabalhadores que, durante a entrega de correspondências e materiais de mala direta relacionados ao período eleitoral, estão sendo abordados de maneira hostil, ameaçados e, em situações extremas, agredidos fisicamente simplesmente por realizarem a distribuição de material de ordem legal de distribuição pelos Correios.

Carteiros não são responsáveis pelo conteúdo da correspondência

O sindicalista lembra que o carteiro não é responsável pelo conteúdo político da correspondência que entrega, não escolhe o remetente, não define qual candidato ou partido terá seu material distribuído e não está fazendo campanha eleitoral.

Além disso, a distribuição de Mala Direta é um serviço comercializado regularmente pelos Correios. Partidos políticos, candidatos e entidades de qualquer espectro ideológico podem contratar a estatal e os próprios Correios apresentam a Mala Direta como uma das soluções oficiais nas Eleições 2026 para divulgação de propostas.