Rio transborda e deixa quase 200 casas alagadas na Paraíba

O Rio Sinimbu que corta a Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba, transbordou nesta quinta-feira (06) devido às fortes chuvas que atingem a faixa litorânea desde a última terça-feira (04).

Segundo a Prefeitura, o alagamento atingiu quase 200 casas, parcialmente na comunidade ribeirinha no Bairro do Morrinho.

O coordenador da Defesa Municipal, Wennison Medeiros, mencionou os serviços de assistência iniciais que foram adotados. “Estamos deslocando essas pessoas desabrigadas e levando para uma escola onde também está sendo ofertada alimentação a todas as famílias atingidas”, afirmou.

A gestão municipal disse que quem precisar de abrigo deverá procurar a Secretaria de Educação. Há, também, a disponibilização de água potável para consumo, almoço e jantar, além do transporte para quem precisar retirar móveis ou eletrodomésticos.

Até o momento ninguém ficou ferido, apenas foi registrado danos materiais.

Previsão de mais chuvas 

Diversas cidades da Paraíba sofrem as consequências das chuvas acima da média nos últimos dias. De acordo com dados do sistema de acompanhamento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), divulgados nesta quinta-feira (6), as cidades mais atingidas pelas chuvas foram Mamanguape e Santa Rita.

No ranking das 10 maiores precipitações observadas em 6 de fevereiro de 2025, diversas cidades da região litorânea e do Agreste paraibano aparecem com volumes expressivos de chuva.

O alerta de perigo por chuvas intensas, do Instituto acional de Meteorologia (Inmet), foi renovado para todas as cidades da Paraíba. O aviso é válido até esta sexta-feira (7).

MaisPB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, passou a concentrar a condução dos procedimentos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, colocados em lados opostos na crise aberta pelo caso Master no Supremo.

Na prática, caberá a Fachin reunir as explicações dos envolvidos, analisar a regularidade das apurações e decidir quais serão os próximos passos antes de uma eventual discussão pelo plenário do Supremo sobre abertura de investigações contra os colegas de Corte. A Presidência criou um procedimento para centralizar essa análise.

Há duas frentes. Cada uma delas envolve um ministro.

Acusações a Moraes

A primeira envolve as informações sobre Moraes encontradas nas investigações do Banco Master. Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e registros de contatos entre o ministro e Daniel Vorcaro e afirmou que os novos elementos deveriam chegar ao plenário do STF.

PGR (Procuradoria-Geral da República) reagiu pedindo a extinção do procedimento e questionando a forma como as informações foram obtidas e tratadas. Diante da divergência, Fachin abriu um procedimento próprio e deu cinco dias para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem informações.

O presidente do Supremo quer esclarecer, entre outros pontos, se a PF respeitou as regras para casos envolvendo autoridades com foro na Corte, eventuais acessos a documentos particulares e informações sob sigilo e as circunstâncias de diligências determinada por Mendonça.

Fachin pretende colher as informações antes de decidir se o material deve ser submetido aos demais ministros.

Acusações contra Mendonça

O segundo procedimento que ficou com Fachin surgiu na quinta-feira (3), quando Moraes reagiu e encaminhou ao presidente do STF documentos com acusações contra Mendonça.

Moraes usou relatórios de inteligência da PF para afirmar haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação do colega à frente das operações Compliance Zero, ligada ao Master, e Sem Desconto, sobre fraudes no INSS.

O pedido foi apresentado inicialmente dentro do inquérito das fake news, relatado pelo próprio Moraes.

Nesta sexta-feira (4), Fachin mandou retirar a decisão de Moraes e seus anexos do inquérito das fake news e transferi-los para o procedimento aberto por ele na Presidência. A partir daí, o mesmo processo passou a reunir os elementos sobre Moraes e as acusações feitas por ele contra Mendonça.

Fachin também abriu prazo para analisar especificamente esse segundo conjunto de acusações.

Primeiro, a PGR terá cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento adotado por Moraes e, se considerar pertinente, sobre o mérito das acusações contra Mendonça.

Depois, Mendonça terá outros cinco dias úteis para responder à forma, ao conteúdo e à regularidade do procedimento e apresentar os questionamentos processuais que considerar necessários. Os prazos são sucessivos.

“Firme, proporcional e rigorosa”

Fachin também passou a assumir publicamente a responsabilidade de responder à crise aberta por Moraes e Mendonça.

Na sexta, durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente do STF afirmou que os fatos estão sendo apurados e que a reação da Corte será “firme, proporcional e rigorosa”.

“Não haverá precipitação, mas tampouco omissão”, declarou. Fachin também disse que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que a gravidade dos acontecimentos não autoriza o Supremo a abandonar o devido processo legal.

A declaração ocorreu após Fachin conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a situação da Corte. No mesmo evento, Lula afirmou que cabe ao presidente do Supremo e ao procurador-geral da República dar uma resposta capaz de trazer “tranquilidade” diante da crise.

Apesar de Fachin ter assumido a condução dos procedimentos, isso não significa que ele decidirá sozinho eventuais medidas contra Moraes ou Mendonça. O presidente da Corte está, neste momento, responsável por organizar a instrução dos casos e decidir os encaminhamentos. A possibilidade de levar as questões ao plenário continua na mesa.

De Olho no Cariri

Com CNN Brasil