Rejeição de Bolsonaro bate recorde e chega a 51%, revela nova pesquisa da Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (08) aponta aumento na rejeição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os dados mostram que 51% dos entrevistados pelo instituto reprovam a gestão federal.

Esse é o pior índice em levantamentos feitos pelo Datafolha desde que Bolsonaro assumiu o governo em 2019.

A pesquisa foi feita entre os dias 7 e 8 de julho e ouviu 2.074 pessoas acima de 16 anos em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

No levantamento anterior, feito em maio, Bolsonaro tinha seu governo avaliado como ruim e péssimo por 45% dos entrevistados.

Já a avaliação positiva do presidente, que havia atingido seu pior nível com 24% em março, seguiu estável. Os que o consideram regular caíram de 30% para 24%, comparando com o levantamento de maio.

Mais PB/ Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1