Recém-nascido abandonado em Monteiro passa bem e polícia já investiga suspeitos

A Polícia Civil já está investigando suspeitos no caso do bebê que foi abandonado na cidade de Monteiro, Cariri do estado. A mulher que encontrou a criança e moradores das proximidades de onde ela foi deixada foram já foram ouvidos. A informação é da delegada que acompanha o caso, Laura Fonseca, que está confiante que os responsáveis pelo abandono serão encontrados em breve.

“Estamos analisando imagens de câmeras instaladas nas proximidades de onde o bebê foi encontrado. Infelizmente, na rua exata não há circuito de segurança. As imagens estão ajudando pouco, mas também trabalhamos com outra linha de investigação e, pelo o que já temos, acredito que a partir dela vamos chegar sim a um resultado concreto e em breve”, contou a delegada, acrescentando que ainda não pode divulgar informações sobre suspeitos ou detalhes da investigação.

O bebê, que recebeu o nome provisório de David Emanuel, continua internado no Hospital e Maternidade Regional Santa Filomena. O menino chegou ao hospital com hipotermia, mas na manhã desta sexta-feira (16) ele já passava bem.

A criança não precisou de incubadora ou aparelhos especiais. Ele passou por exames – todos com resultados satisfatórios – e continua sendo monitorado. O Conselho Tutelar já foi acionado e David Emanuel continuará na unidade de saúde até decisão da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, depois de localizados, os responsáveis pelo bebê podem ser indiciados por abandono de incapaz e, caso seja comprovada a intenção de matar, tentativa de infanticídio.

Com Amanda Gabriel – Portal Correio

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri