Promotor cita exposição de criança à ‘dança sensual’ e abre investigação sobre show de Neiff na Paraíba

O promotor Stoessel Wanderley de Sousa Neto, do Ministério Público da Paraíba, determinou a abertura de um inquérito para apurar série de irregularidades no show do cantor Anderson Neiff na cidade de Cubati, no último domingo (13). Dentre os fatores que levaram o órgão a investigar a apresentação estão à exposição de crianças de adolescentes a músicas com teor sexual e a morte de um jovem de 17 anos durante o evento.

Em seu despacho, Wanderley cita a participação de uma menina de 11 anos que foi chamada ao palco para dançar para o público presente, lembrando que o cantor perguntou à garota: “qual é a coisa que mais gosto de fazer na minha vida?”, tendo a resposta ecoada pelo público e pela criança “trair”. Neiff então acrescenta “trair, isso é hobby”.

O promotor também aponta letras de músicas cantadas durante o show, como “nós não se arrepende, na safada/casada é sem pano” e “sou traficante, trafico mesmo”.

Para o Ministério Público, há a “flagrante exposição pública da menina, agravada pela divulgação do ato através internet, tendo a menor realizado exibição de danças sensuais em duas músicas apresentadas pelo grupo, inclusive ao lado da dançarina “Larissa”, em ambiente inquestionavelmente impróprio para uma criança”.

Stoessel lembra o caso envolvendo um assassinato, levantando uma “grave falha de segurança em permitir a entrada de uma arma branca no evento e a presença de crianças e adolescentes no local, nitidamente em desconformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o que também configura grave omissão da organização do evento, que teve apoio da prefeitura municipal, sem mencionar na caracterização de omissão dos pais/responsável a ser apurada em procedimento próprio”.

O promotor determinou a citação de todos os responsáveis pelo evento, incluindo o prefeito José Ribeiro.

Veja a nota divulgada pelo MPPB

O Ministério Público da Paraíba, por meio do promotor de Justiça Stoessel Wanderley de Sousa Neto, em substituição na Promotoria de Justiça Cumulativa de Soledade, instaurou inquérito civil para apurar a responsabilidade dos organizadores do evento realizado no último domingo (13/07) na cidade de Cubati, que teve um adolescente assassinado, pessoas feridas e, ainda, a denúncia de uma criança exposta a situação inadequada à infância, no palco da festa.

Também foi instaurado um procedimento administrativo, para acompanhar a situação familiar da criança e se houve omissão dos pais ou responsáveis.

A parte criminal está sob responsabilidade da Polícia Civil.

De Olho no Cariri

Com MaisPB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri