Projeto Parceiros da Habitação do Governo Estadual e parcerias vão construir 174 residências em 3 cidades; uma delas é na região do Cariri

O governador João Azevêdo se reuniu, nesta terça-feira (21), na Granja Santana, em João Pessoa, com representantes do Fórum Estadual de Reforma Urbana da Paraíba, ocasião em que apresentou o novo programa de habitação popular do estado, que será lançado nesta quarta-feira (22), às 10h, durante solenidade no Palácio da Redenção.

O projeto “Parceiros da Habitação” está incluso nas metas estabelecidas pelo governo para 2020 e deve receber investimentos superiores a R$ 15 milhões da gestão estadual para a construção de mil casas. O projeto-piloto será iniciado nos municípios de João Pessoa, Remígio e Barra de São Miguel, onde serão construídas 174 residências.

Na reunião, o chefe do Executivo estadual destacou o caráter inovador da ação que prevê parcerias com entidades ligadas à moradia e com as prefeituras. “Nós fizemos um estudo dentro dos limites do estado, diante da dificuldade do programa habitacional em nível federal. Esse é um trabalho de parceria e temos uma meta ousada, o que representa o esforço da administração para garantir a execução desse investimento”, frisou.

A presidente da Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), Emília Correia Lima, ressaltou a importância do diálogo com os movimentos sociais. “O governo vem cumprindo o compromisso de fazer esse programa com a participação dos movimentos e damos esse retorno hoje diante do que já havia sido proposto. Esse estreitamento de relações é fundamental porque representa o nosso respeito com as entidades que representam a população”, disse.

O representante do Movimento de Moradia Ação e Luta Comunitária (Malc), Luiz Costa, afirmou que as entidades se sentem contempladas com o novo programa estadual de habitação. “Nós dialogamos mais uma vez com o governo, que nos apresentou esse projeto e vemos isso como uma forma de respeito aos pensamentos que ajudamos a construir. A Paraíba dá uma resposta para o Brasil e parabenizo o governo pela iniciativa inovadora”, comentou.

Participaram da reunião representantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM); Movimento Mãos Dadas; Movimento de Moradia Ação e Luta Comunitária (Malc); Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam); União Popular por Moradia; SOS Rio Cuiá; Movimento de Luta nos Bairros (MLB); Fundação Margarida Maria Alves;  Federação Paraibana do Movimento Comunitário (Fepamoc); e Comunidade Morada Nova.

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online