Projeto de lei que divide ICMS de transações entre estados é aprovado e Paraíba deverá arrecadar R$ 300 milhões a mais por ano

Deputados da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovaram, na manhã desta terça-feira (28), o Projeto de Lei Ordinária 3.530/2021, do governador João Azevêdo, que altera a lei estadual de 1996 que dispõe quanto ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

O projeto faz uma adequação da lei estadual à lei federal, tendo em vista que na última semana o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Complementar 32/21, que regulamenta a cobrança do ICMS, assegurando o disciplinamento do diferencial de alíquota do imposto incidente nas aquisições entre os estados de origem e de destino.

Na prática, o imposto sobre compras online interestadual que antes ficava retido 100% ao estado de origem do produto será dividido com o estado de destino – no caso específico, a Paraíba – onde se encontra o consumidor final. Cada estado tem até a próxima sexta-feira (31) para realizar a adequação na lei. Caso o contrário, a norma anterior se mantém em 2022.

De acordo com a proposta, caberá ao fornecedor recolher e repassar o diferencial para o Estado do consumidor. O projeto de lei complementar prevê a necessidade de criação de um portal eletrônico para a apuração do ICMS nas operações interestaduais destinadas a não contribuinte de forma centralizada. A fiscalização deverá ser feita pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Na justificativa do projeto estadual, o Governo da Paraíba estima que cerca de R$ 300 milhões por ano seriam deixados de ser arrecadados se a proposta não fosse aprovada.

Click PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1