Profissionais de Educação de Gurjão discutem desafios na educação para 2022

Entre os dias 14 e 18 de fevereiro de 2022 a Gestão Municipal e a Secretaria de Educação de Gurjão realizaram a Semana Pedagógica. Um momento de acolhida, reflexão, aprendizado e vivências sobre a Educação. Neste ano, a Semana Pedagógica aconteceu no formato presencial e reuniu os professores e demais profissionais que fazem parte das escolas municipais e da escola estadual do município.

O Prefeito José Elias participou da semana e dialogou com os profissionais da educação. Lá, o prefeito reafirmou o empenho da gestão com a educação. “Mantemos nosso compromisso em oferecer condições de trabalho dignas e adequadas, valorizando os profissionais e oferecendo uma educação pública e de qualidade para todo o alunado”, disse.

Para permitir a reflexão sobre como planejar, avaliar e ajustar o currículo diante do cenário vivenciado desde março de 2020 com o ensino remoto e com a volta das aulas presenciais previstas para este ano letivo, a Semana Pedagógica 2022 foi intitulada de “Recomposição de aprendizagens: reflexões sobre os desafios e caminhos educacionais atuais”. Sua programação contemplou atividades que foram divididas em dois grupos: momentos de estudo e reflexão com todos os profissionais da rede de forma geral e momentos de estudo e reflexão com os profissionais divididos por etapas de escolarização. Assim, os profissionais de cada etapa discutiram sobre sua realidade de forma mais específica, refletindo sobre como planejar, avaliar, ajustar o currículo e demais temáticas, considerando os alunos de cada faixa etária. De acordo com a secretária municipal de educação, Vandeléia Lucena, esse foi um dos grandes pontos positivos do evento “pois permitiu que os participantes vivenciassem de forma mais próxima e otimizada os desafios e realidade do processo de ensino e de aprendizagem de cada uma das etapas, além de deixar os profissionais mais conectados aos formadores”, destacou.

Gurjão convidou formadores que acrescentaram muito às discussões e à qualidade do serviço que está sendo ofertado à educação do município. A Semana Pedagógica 2022 contou com a participação de profissionais com formação e uma vasta experiência nas áreas abordadas, oriundos do quadro docente da Unidade Acadêmica de Educação (UAEd) ou do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED) da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) e que atuam e pesquisam sobre as temáticas trabalhadas, tendo a escola pública como foco.

Durante toda a semana, os professores, as equipes gestoras de cada etapa de ensino e todos os demais profissionais das escolas e da Secretaria Municipal de Educação foram acolhidos, ouvidos e, juntos, vivenciaram novos aprendizados, partilharam experiências e planejaram o ano letivo 2022. “Foi um trabalho coletivo que já rende frutos e que trouxe novos significados para a educação gurjaense”, garantiu a secretária Vanderléia. Cada profissional da educação participante recebeu a camisa oficial da Semana Pedagógica e um kit de materiais com lembrancinhas e objetos necessários para o desenvolvimento do seu trabalho ao longo do ano letivo. Os kits foram pensados com carinho para acolher e, também, contribuir com o trabalho de cada profissional, uma vez que foram organizados com base nas tarefas realizadas diariamente por cada um que compõe a rede municipal de ensino.

Além do empenho e dedicação das equipes gestoras das escolas municipais e da equipe que atua diretamente na Secretaria Municipal de Educação, todas as equipes das demais secretarias do município se uniram e contribuíram para que o evento acontecesse da melhor forma possível, gerando um impacto positivo em toda a sociedade.

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1