Professores da UEPB fazem ato para cobrar negociação do governo e denunciar crise

Os professores, servidores técnico-administrativos e estudantes da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) voltarão às ruas de Campina Grande nesta quarta-feira (14) em um ato público para cobrar do governo do Estado que negocie a pauta da categoria e busque soluções para a crise que afeta a instituição. O ato ocorrerá pelas ruas centrais da cidade e a concentração será no calçadão da Cardoso Viera, com início às 15h e término previsto para as 17h. Nesta terça-feira (13), o governo anunciou repasse de mais de R$ 7,4 milhões para pagamento do 13º salário dos servidores da UEPB.

O ato contará com a participação da professora Eblin Farage, que é presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior -ANDES-SN e estará na Paraíba apoiando a greve dos professores da UEPB. Pela manhã, ela participará de um debate sobre Conjuntura Política, a Luta dos Trabalhadores e o Movimento Docente, na Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande –ADUFCG.

De acordo com organização do ato, a ação é também voltada para toda a comunidade acadêmica da UEPB e a orientação é para que as pessoas que participarão da mobilização estejam vestindo a camiseta com o slogan ‘ResisteUEPB’ ou qualquer roupa na cor preta.

O percurso da mobilização será o seguinte: saída do calçadão da Cardoso Vieira – Rua Venâncio Neiva – Rua Sete de setembro – Rua Maciel Pinheiro – Avenida Floriano Peixoto e Rua Venâncio Neiva, finalizando do Calçadão da Cardoso Vieira.

Governo anuncia repasse de mais de R$ 7,4 milhões para 13º

O governo do Estado divulgou nota oficial informando sobre efetivação nesta terça-feira do repasse de mais de R$ 7,4 milhões para a conta da UEPB, a fim de assegurar o pagamento de metade do 13º salário para os servidores da instituição, incluindo professores e funcionários, a exemplo do que acontecerá com todos os servidores públicos estaduais nesta quarta-feira.

A nota ressalta que “o repasse, disponibilizado para a instituição por meio de fixação de recursos na rubrica pessoal, representa o cumprimento do compromisso anunciado no início do ano pelo governo, em nome da responsabilidade e do respeito aos que fazem a UEPB”. Estão sendo repassados R$ 7.491.016,45.

De acordo com a nota, “nos anos, além do duodécimo regular encaminhado mensalmente, e incrementado ano a ano, apesar do agravamento da crise econômica nacional, a atual administração estadual assegurou verba extra com objetivo de socorrer a atual direção da instituição e fazer frente ao pagamento do décimo de seus servidores”.

“Este ano, para evitar tal insegurança, o governo assegurou a reserva do décimo na fonte, possibilitando o pagamento da primeira parcela ainda no primeiro semestre, tal qual todo o funcionalismo público estadual, e renovando o compromisso desde já de pagar a outra metade no final de 2017”, continua.

O governo do Estado diz ainda na nota que “espera que a atual direção da UEPB, a quem cabe fazer o pagamento, cumpra com a obrigação e proceda o repasse dos valores devidos para que os funcionários da instituição possam ter um aporte financeiro em suas rendas neste dia 14 de junho”.

Ao final, “reafirma o compromisso de continuar respeitando, sem demagogia, o quadro administrativo e docente da Universidade Estadual da Paraíba, patrimônio inconteste da educação do nosso Estado”.

Com Portal Correio

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri