Produtores rurais do Cariri investem na produção de leite de cabra

Com um rebanho que aumenta a cada ano, a criação de caprinos e ovinos ganha espaço onde predominava a pecuária bovina no Cariri Paraibano, principalmente com relação à produção de leite, é o que constatam extensionistas da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer).

Os números do Censo da Defesa Agropecuária da Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap) aponta que a Paraíba possui um rebanho de 764.758 caprinos, 744.132 ovinos e, em todo o território paraibano, são 1,371 milhão de bovinos.

O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Jefferson Morais destacou que com o estímulo do Governo do Estado, através do Programa do Leite da Paraíba foram comercializados, em 2024, R$ 16,2 milhões com o leite de cabra. A caprinocultura de leite tem grande importância econômica e social para a Agricultura Familiar, gerando renda, fortalecendo a cadeia produtiva do leite, e garantindo a segurança alimentar das famílias.

A Empaer trabalha com 2.984 famílias criadoras de caprinos cadastradas no PAA Leite, mas atualmente 1.162 criadores estão fornecendo leite. Outros produtores comercializam diretamente junto às cooperativas e laticínios. Nos 223 municípios paraibanos, 78.773 propriedades rurais exploram a caprinocultura, conforme a Sedap, que apontam atualmente um rebanho de 10.392.299 animais caprinos, ovinos e bovinos e outros.

A Paraíba é o 5º maior estado em número de caprinos no Brasil e o maior produtor de leite de cabra do país, com uma produção anual de 5,627 milhões de litros. Os municípios com maiores rebanhos são Monteiro, São João do Tigre, Sumé, Serra Branca e São Sebastião do Umbuzeiro.

A produção de leite de caprinos avança no Cariri Paraibano, garantindo mais renda e empregos no campo, ocupando o lugar de bovinos. Essa atividade está se consolidando nos municípios de Aroeiras, São Domingo, Caturité e Gado Bravo onde 21 criadores estão migrando da criação de gado leiteiro para criação de cabras.

Com a assistência técnica do Governo do Estado por meio Empaer, criadores iniciam a criação de caprinos visando a produção de leite, e começam a se preparar para, em breve, iniciar a comercialização. Estão aderindo à criação de caprinos, mesmo trabalhando na produção de leite de vaca, dez criadores do município de Gado Bravo, oito de Aroeiras, um de Caturité e dois de São Domingos começam a produção de caprino leiteiro.

Na semana passada, o assessor em Caprinocultura Geneilson Evangelista, da Gerência Regional da Empaer Campina Grande, realizou o cadastramento de oito criadores em Gado Bravo, e nesta semana visitou Aroeiras, que também manifesta o desejo de investir ainda mais na criação de caprinos leiteiros, “estimulados pelos incentivos e o preço do litro de leite, que atualmente está sendo comercializado ao preço de R$ 4,80, o que é muito bom”.

Reunidos em Associação, em Gado Bravo, por exemplo, os dez criadores poderão colocar no mercado até 30 litros diários. “Isso se constitui em uma boa renda familiar”, comentou. Isso demonstrar que a produção de leite e de carne caprina e ovina ganham fôlego no aquecimento da economia no semiárido da Paraíba.

Destacando o crescimento da caprinocultura com a abertura e funcionamento de abatedouro, como o Capribom, em Monteiro, e as cooperativas que adquirem a produção, os criadores estão cientes de que é rentável investir na criação de cabras. “Quem está investindo nessa área, seguindo as orientações e a assistência técnica da Empaer e outros órgãos, vai ganhar dinheiro. Sem contar que o leite, adquirido pelo Governo por meio dos programas de compras governamentais, vai para as famílias de baixa renda, integrantes do Cadastro Único”, comentou Geneilson.

A Empaer presta assistência técnica junto aos criadores, oferece pesquisa de melhoramento genético e extensão rural para a transformação da cadeia produtiva da caprinocultura. Está sendo feito o diagnóstico das atividades junto a 65 mil produtores rurais que poderão ter isenção da energia e, com isso, reduzir os custos de produção.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri