Procuradores comentam denúncias de abandono da transposição em Monteiro

A procuradora da República Janaína Andrade, falou sobre as denúncias de abandono das obras da transposição do rio São Francisco pelo governo federal na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano.

Ela afirma que a obra não foi abandona pelo governo federal.

– Nesta perspectiva da população e dos próprios gestores locais, que desconhecem a concepção do projeto da transposição, pode se levar a crer que seria um abandono. Penso que não seria um abandono, a transposição é uma realidade embora sem efetividade. A transposição no Eixo Leste tem 217 quilômetros de canais e hoje o Açude de Poções que seria em tese beneficiado com a transposição está em obras. Isso, por si só, já retira um pouco dessa conclusão de que há um abandono. No tocante ao canal da transposição, os problemas que existem hoje existiam desde 2017, ainda quando houve a inauguração – explicou.

Segundo Janaína, diante das denúncias o Ministério Público Federal solicitou informações referentes à transposição.

– O Ministério Público Federal, na quinta-feira passada, expediu ofícios ao Ministério do Desenvolvimento Regional solicitando informações. O ministério tem prazo de 10 dias – disse a procuradora.

O procurador de justiça Álvaro Gadelha também comentou as denúncias. Ele acredita que não está havendo uma ação efetiva para manutenção da obra.

– Na verdade, tivemos uma obra que era para consumir R$ 20 bilhões. Com o PL 4, aprovado em 2019, foi destinado R$ 500 milhões para conclusão das obras. No âmbito do Eixo Norte falta 3% e no âmbito do Eixo Leste falta 2,4% para as obras serem consideradas realmente terminadas. Eu comungo plenamente com o pensamento da doutora Janaína de que dizer que há um abandono talvez não fosse uma realidade. Entretanto, dizer também que está havendo uma dinâmica do ponto de vista governamental para manutenção das obras a contento não é verdade – concluiu.

Informações foram veiculadas na Rádio CBN FM

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Pesquisa técnica do Instituto de Pesquisa (IP) revela que cada R$ 1,00 investido pelo município gerou R$ 15,48 em circulação direta no comércio, serviços e polo têxtil local.

SÃO DOMINGOS DO CARIRI (PB) — O 3º Festival da Costura, realizado nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2026, consolidou-se como o maior indutor econômico e cultural do Cariri paraibano. Levantamento estatístico presencial auditado pelo Instituto de Pesquisa (IP) aponta que o evento movimentou entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,1 milhões em injeção direta de recursos na cidade, reunindo um público estimado entre 15 mil e 20 mil visitantes.

Com um investimento público referencial de R$ 180 mil na infraestrutura e atrações, o estudo demonstrou um retorno sobre investimento (ROI) socioeconômico de 1.448%. Na prática, cada R$ 1,00 aplicado pela gestão municipal resultou no retorno direto de R$ 15,48 circulando nos caixas de restaurantes, pousadas, lojas, barracas e confecções da cidade.

Aprovação recorde dos serviços públicos

A pesquisa científica, realizada com 200 entrevistas georreferenciadas via GPS e áudio, destacou índices de satisfação comparáveis aos padrões de grandes centros urbanos:

  • Avaliação Geral: 85% dos entrevistados deram notas 9 ou 10 (Excelente) ao evento, totalizando 99% de aprovação positiva.
  • Segurança Pública: 98,6% de aprovação positiva entre moradores e turistas.
  • Limpeza Urbana e Sanitários: 97,2% de avaliações ótimas e boas.
  • Organização e Shows: Mais de 95% de satisfação popular.
  • Índice de Recomendação: 99,3% dos visitantes afirmaram que recomendam a festa e 97,2% têm presença garantida na próxima edição.

Comércio aquecido e valorização do polo têxtil

O impacto fora do pátio de eventos também foi imediato. Entre os comerciantes locais fixos, 64,5% confirmaram aumento direto nas vendas, e 61,3% realizaram contratações temporárias ou reforço de estoque para atender à demanda.

Nos estandes da feira, 100% dos expositores e costureiros afirmaram que o festival fortalece a identidade econômica de São Domingos do Cariri. Além das vendas diretas, 65,2% dos confeccionistas destacaram o ganho de visibilidade da marca e 43,5% fecharam contatos para encomendas futuras no atacado.

O gasto médio individual do público ficou em R$ 159,25 por pessoa, com destaque para os turistas regionais (R$ 185,29) e comerciantes (R$ 245,16). Os dados comprovam que o Festival da Costura deixou de ser apenas uma festividade tradicional para se firmar como uma política pública de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda sustentável.

Com Ascom