PRF registra menos acidentes durante o São João nas rodovias paraibanas, mas número de mortes aumenta

Apesar da redução no número de acidentes e de feridos graves nas rodovias federais da Paraíba, a Operação São João 2026 terminou com aumento no número de mortes. O balanço foi divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta segunda-feira (6).

De acordo com a PRF, a operação que aconteceu de 29 de maio a 5 de julho registrou 19 mortes no trânsito, quatro a mais do que no mesmo período do ano passado.

Ao longo da operação, foram registrados 188 sinistros de trânsito, uma redução de aproximadamente 11% em relação aos 211 casos contabilizados em 2025. Também houve queda no número de sinistros graves, que passaram de 65 para 60, representando uma diminuição de 7,7%.

Outro dado positivo foi a redução de 30% no número de feridos graves. Neste ano, foram registradas 54 vítimas com lesões graves, contra 77 no mesmo período do ano anterior.

Entre as infrações de trânsito mais constatadas no período, chama atenção a condução de veículos sem equipamentos obrigatórios e o transporte, por motociclistas, de passageiros sem fazer uso do capacete.

No que diz respeito ao combate ao crime, a atuação da PRF-PB resultou em 148 ocorrências policiais, na apreensão de 100 mil maços de cigarro, quatro armas de fogo e aproximadamente 70 kg de entorpecentes. Também foram recuperados 28 veículos. No total, 138 pessoas foram detidas. Entre essas, 17 por conduzir veículo automotor sob influência de álcool.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB