Presidente do TRE alerta pré-candidatos “afoitos” sobre campanha antecipada

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargadora Agamenilde Dias, alertou, na noite desta terça-feira (11), os pré-candidatos “afoitos” sobre propaganda antecipada de campanha. Em entrevista, a magistrada recomendou cautela aos políticos para evitar “embaraços” futuros.

“Essa pré-campanha quando não é em situação concreta pode gerar aborrecimento ao pré-candidato. Nessa pré-campanha mais afoita, é preciso muita atenção e cuidado, contar com uma boa assessoria para evitar aborrecimento futuro. O que orientamos é que o pré-candidato tenha cuidado e precauções para evitar situação embaraçosa e trazer uma propaganda negativa a sua atuação”, enfatizou a desembargadora, durante conversa com os jornalistas Heron Cid e Wallison Bezerra.

Para o pleito deste ano, Agamenides pontuou desafios a serem enfrentados pela Corte Eleitoral, como a polarização presente no país nos últimos anos e o aumento da disseminação de notícias falsas, as “fake news”. A Justiça Eleitoral aposta nas ferremanetas de novas tecnologias, inclusive com o uso da inteligência artificial.

“Nós teremos um laboratório para, efetivamente, retirar do ar aquele conteúdo que seja ilícito ou que tenham algum tom de deepfake, desinformação ou notícia falsa. Todas essas matrizes que trazem desinformação e prejuízo às verdades dos fatos”, avisou a presidente do TRE-PB.

Com MaisPB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri