Prêmio Multishow cancela votações e elege Marília Mendonça a cantora do ano

O Prêmio Multishow cancelou as votações da categoria cantora do ano e anunciou que o prêmio será de Marília Mendonça.

A decisão vem após forte apelo nas redes sociais e até mesmo da união de fã-clubes de todas as cantoras concorrentes pedindo que o canal entregasse o prêmio à sertaneja, que morreu na última sexta-feira (5), aos 26 anos, vítima de um acidente aéreo.

Marília Mendonça concorria na categoria com Ivete Sangalo, Anitta, Iza e Luísa Sonza. Algumas delas já estavam estimulando seus fãs a votarem em Marília para entregar o troféu póstumo para a artista.

“Em um gesto de amor, respeito e sororidade, Anitta, Ivete Sangalo, IZA e Luísa Sonza se juntaram à família Multishow e aos fãs de todo o Brasil para homenagear a inesquecível Patroa”, diz o anúncio.

O Multishow ainda adiantou que vai homenagear a sertaneja na premiação. “Marília e seu legado serão lembrados na cerimônia deste ano. E, por aqui, seguiremos aplaudindo e celebrando seu talento e sua história.”

Após o anúncio, a cantora IZA compartilhou uma homenagem à cantora sertaneja. Em publicação, Marília Mendonça aparece fazendo um cover de “Talismã”.

“Até agora em silêncio sem saber o que falar a não ser o óbvio. Que tristeza, meu Deus Ainda é muito difícil de acreditar. Que Deus conforte o coração da família dessa estrela que mudou a música brasileira pra sempre. Que Ele tome conta do coração de todos que a amam”, escreveu.

Marília é luz, talento, genialidade, originalidade, humildade, mais talento e amor pela música. E pra sempre será. Marília é pra sempre. E nossa saudade também.

POLÊMICA

A categoria “Cantora do ano” foi o motivo do rompimento de Ludmilla com a premiação. A funkeira, que fez vários lançamentos nos últimos meses, inclusive um projeto de pagode, lamentou não ter sido reconhecida e decidiu não participar do evento. Ela levou a estatueta em 2019.

No ano passado, quem ganhou foi Ivete Sangalo, disputando com Anitta, IZA, Luísa Sonza e Marília Mendonça, mesmas concorrentes de 2021.

Vale lembrar, porém, que o desabafo de Ludmilla foi feito muito antes da tragédia que tirou a vida de Marília Mendonça.

Apesar de Marília Mendonça já ter sido escolhida a cantora do ano de 2021, as outras categorias seguem com as votações abertas ao público.

Veja a lista de indicados nas principais categorias:

Música do ano

‘Batom de Cereja’ – Israel e Rodolffo

‘Girl From Rio’ – Anitta

‘Morena’ – Luan Santana

‘Calma’ – Marisa Monte

‘Gueto’ – Iza

Clipe TVZ do ano

‘Atenção’ – Pedro Sampaio e Luísa Sonza

‘Girl From Rio’ – Anitta

‘Modo Turbo’ – Anitta, Pabllo Vittar e Luísa Sonza

‘Morena’ – Luan Santana

‘Rainha da Favela’ – Ludmilla

Cantor do ano

Dilsinho

Emicida

Ferrugem

Gusttavo Lima

Luan Santana

Cantora do ano – VOTAÇÃO ENCERRADA

Anitta

Ivete Sangalo

Iza

Luísa Sonza

Marília Mendonça – VENCEDORA

Experimente (revelação)

João Gomes

L7nnon

Marina Sena

Matheus Fernandes

Zé Vaqueiro

Grupo do ano

Gilsons

Menos é Mais

Lagum

Os Barões da Pisadinha

Sorriso Maroto

Performance do ano

Anitta

Gusttavo Lima

Ivete Sangalo

Luísa Sonza

Pabllo Vittar

Hit do ano

‘Baby Me Atende’ – Matheus Fernandes e Dilsinho

‘Batom de Cereja’ – Israel & Rodolffo

‘Deixa de Onda’ – Dennis, Ludmilla e Xamã

‘Meu Pedaço de Pecado’ – João Gomes

‘Tipo Gin’ – Kevin O Chris

Dupla do ano

Anavitória

Henrique & Juliano

Israel & Rodolffo

Jorge & Mateus

Zé Neto & Cristiano

FolhaPress

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1