Prefeitura de Sumé volta a lutar com Serra Branca por território de Olho D’Água do Padre

Fundamentados em estudos realizados por uma consultoria jurídica e outros parceiros, o prefeito Éden Duarte e o vice, José Deocleciano, vão continuar a pleitear a posse das comunidades de Caititu, Catonho e Olho D’Água do Padre para o Município de Sumé. Eles se reuniram no último sábado (29/04) para tratar do assunto.

Através de estudos minuciosos na legislação sobre divisões territoriais, foi verificada a falta de considerações, por parte do IBGE e do INTERPA, sobre diversos artigos das leis de divisões territoriais, ocasionando prejuízo e danos materiais e morais aos moradores dessas comunidades.

É nesse sentido que agora, com a maior brevidade possível, a Prefeitura de Sumé moverá novas ações administrativas e jurídicas para que seja adotada a normalidade nessas comunidades, que há mais de um século pertencem de fato ao Município de Sumé e com as quais mantém fortes ligações socioeconômicas e afetivas.

O prefeito Éden Duarte já afirmou e reiterou em diversas ocasiões que nunca desistirá de lutar pela volta oficial das comunidades para o território sumeense. Ele disse que tentou de forma amigável resolver com o prefeito de Serra Branca, Souzinha, a volta das comunidades para Sumé, mas que foi negada pelo mesmo.

Nos últimos anos, o ex-prefeito Neto Duarte também tentou acordo com o ex-prefeito Dudu Torreão, que também se negou a devolver o território para Sumé.

As comunidades foram registradas como pertencentes ao município de Serra Branca no último Censo Demográfico de 2010, e desde então têm amargado prejuízos e violações de direitos em diversos aspectos da vida humana.

A Prefeitura de Sumé já havia entrado com ação na Justiça Federal para reaver o território, sendo julgada improcedente a ação. Agora, o município acionará novamente a justiça com novos argumentos.

Com Ascom
Andréia Duarte

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri