Prefeitura de Sumé promove oficinas na Escola de Arte e Museu Miguel Guilherme para os alunos da rede municipal

A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, está promovendo oficinas de arte para alunos da rede municipal de ensino que demonstram talento e aptidão para essa área. As oficinas são realizadas na própria Escola de Arte e Museu Miguel Guilherme, em dois dias da semana, com o apoio e orientação do professor, poeta e artista plástico Zito Júnior.

Essa ação é parte integrante do projeto de reabertura e revitalização do espaço, recentemente realizado pela administração municipal em parceria com a Unicir, Faculdade do Cariri e a família do artista, que proporcionaram melhorias na estrutura do Ateliê, além de planejar a restauração do acervo das obras do artista.

As aulas teóricas e práticas acontecem às segundas e terças-feiras, nos horários das 08h às 11h e das 14h às 16h. Atualmente, cerca de 20 alunos participam do curso, durante o contraturno escolar. De acordo com o professor Zito, as aulas abordam diversos temas relacionados à arte. No momento, os alunos estão aprendendo sobre mamulengo, mas já tiveram oportunidade de participar de oficinas de papietagem, uma técnica artesanal e sustentável que utiliza papel recortado e cola para criar esculturas e objetos.

Os estudantes já realizaram trabalhos com a papietagem, produzindo peças em garrafas PET e confeccionando objetos utilitários, como porta-lápis, porta-trecos e até mesmo a recuperação de móveis. O professor Zito informou que, em seguida, os alunos terão a chance de participar de outras oficinas voltadas para texto, teatro e teatro de palco. Ele ressalta que os alunos estão recebendo uma verdadeira extensão escolar por meio dessas atividades.

A proposta é que os professores indiquem mais alunos para participar do projeto, a fim de que possam aprender arte e desenvolver atividades que serão apresentadas nas escolas e eventos. O material utilizado nas atividades é principalmente reciclável, e a massa utilizada para a confecção de mamulengos é basicamente a mesma utilizada para a produção de esculturas em papel marchê.

Essa iniciativa é extremamente gratificante, tanto para o professor Zito quanto para os alunos, que estão aprendendo uma atividade que levarão consigo por toda a vida. Além disso, é um ganho para a população de Sumé, que conta com um espaço dedicado à arte e que pode ser visitado.

O professor Zito elogiou a gestão municipal, na pessoa do prefeito Éden Duarte, por ter essa visão sensível e futurista ao promover a arte e a cultura local, elementos tão essenciais para a história e o desenvolvimento do município.

Um dos participantes da oficina, Victor Emanuel, aluno do sétimo ano da Escola Presidente Vargas, compartilhou sua experiência, afirmando que está adorando o conhecimento adquirido, que será útil ao longo de sua vida. Ele destacou a importância das oficinas em proporcionar uma pausa nas telas dos celulares e permitir uma conexão mais próxima com a arte e natureza. Além disso, Victor ressaltou a oportunidade de transformar materiais recicláveis em arte, contribuindo para o meio ambiente, enquanto se diverte e aprende.

Outro aluno da oficina, Antônio Rafael, também expressou seu entusiasmo e aprendizado nas aulas, principalmente em relação à história do artista Miguel Guilherme.

Gilvaldo José, 13 anos, compartilhou sua satisfação com a produção de trabalhos em papietagem e a confecção de mamulengos. Para ele, essas atividades exercitam a criatividade e proporcionam uma experiência afastada dos aparelhos eletrônicos.

O projeto das oficinas na Escola de Arte e Museu Miguel Guilherme é um exemplo da dedicação da administração municipal em promover o acesso à cultura e incentivar a expressão artística dos alunos da rede municipal de ensino. Através dessas oficinas, os estudantes têm a oportunidade de explorar sua criatividade, desenvolver habilidades artísticas e se envolver em atividades práticas e enriquecedoras.

A prefeitura de Sumé agradece e parabeniza o professor Zito Junior pelo seu trabalho dedicado e inspirador, assim como os alunos envolvidos nas oficinas de arte. Essas iniciativas são fundamentais para o desenvolvimento cultural e educacional dos jovens, além de contribuírem para a preservação e valorização da história e do patrimônio local.

A comunidade está convidada a visitar o local e conhecer de perto as obras e produções artísticas realizadas pelos alunos. Através desse espaço, Sumé reafirma seu compromisso em estimular a arte e a cultura como ferramentas essenciais para o crescimento e a identidade cultural de sua população, sendo cada vez mais, uma cidade que inspira.

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1