Prefeitura de Sumé emite nota de esclarecimento sobre inquérito instaurado pelo MPF

O prefeito de Sumé, Éden Duarte emitiu nesta terça-feira(14), uma nota de esclarecimento sobre a instauração de inquérito do Ministério Público Federal para investigar supostas irregularidades na aplicação de recursos federais através de convênio entre Sumé, Serra Branca e Funasa.

Confira a nota na íntegra:

“A Prefeitura de Sumé, através do prefeito Éden Duarte, vem a público esclarecer os fatos veiculados em alguns meios de comunicação a cerca de inquéritos que o Ministério Público Federal instaurou em desfavor de municípios paraibanos, dentre eles o município de Sumé.

O inquérito do MPF que faz menção ao município de Sumé aponta denuncia de supostas irregularidades na aplicação de verbas federais no Convênio nº 0703/2005, firmando entre a Funasa e os municípios de Sumé e Serra Branca, que teve como objeto a implantação do sistema de resíduos sólidos (Aterro Sanitários) nos dois municípios consorciados.

A Prefeitura informa que o convênio foi celebrado com a Funasa pela então prefeita Niedja Rodrigues de Siqueira, em 19 de dezembro de 2005. Todavia, a execução do referido convênio deu-se a partir da homologação do contrato com a empresa CBM Construções LTDA, vencedora do Processo Licitatório nº 029/2007 – Modalidade Tomada de Preço nº 007/2007, no valor de R$ 630.635,23.

Vale destacar que tal homologação deu-se em 05 de julho de 2007, tendo sido assinada pelo então prefeito do município o senhor Genival Paulino de Sousa “Vavá Paulino” (in memoriam), que tinha como vice-prefeito o empresário João Pereira Filho.

A Gestão Municipal informa que o ex-prefeito Vavá Paulino foi o responsável pelo pagamento a empresa responsável pela obra, na ordem R$ 496.858,83, o equivalente a 78% da execução físico-financeira da obra e que a época a mesma foi embargada por não atender a legislação ambiental vigente, conforme Processo nº 2008.82.01.000313-4. A gestão informa ainda que a obra foi alvo de investigação por parte da Justiça Federal.

Vale destacar também que o prazo de execução da obra venceu, bem com o próprio convênio, que não existe mais.

O prefeito Éden Duarte lamenta o ocorrido, afirmando que as supostas irregularidades devem ser investigadas pela justiça. Todavia, ele deixa claro que a atual gestão não teve nenhuma participação na execução financeira do convênio em questão, lamentando que alguns meios de comunicação desinformados e agindo de má fé queiram associar as supostas irregularidades a sua administração.

Por fim, o prefeito ressalta que o município irá colaborar integralmente com a justiça, a fim de que os fatos sejam esclarecidos na sua totalidade e que dúvidas sejam dirimidas.”

Gabinete do Prefeito, em 14 de agosto de 2018.

Éden Duarte Pinto de Sousa

Prefeito do Município

 

Com Ascom/PMS

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1