Prefeitura de João Pessoa publica decreto para desapropriação do Hotel Tambaú, cartão-postal da capital

Foi publicado o decreto de nº 9.861, que declara utilidade pública para desapropriação do Hotel Tambaú, o cartão-postal de João Pessoa. O documento consta na edição desta quinta-feira (23) do Semanário Oficial do Município.

De acordo com o documento, a desapropriação tem como finalidade a adoção dos atos para preservação e conservação do imóvel. Com isso, a Comissão Permanente de Avaliação e Desapropriação da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) e a Procuradoria Geral do Município autorizadas a tomarem as providências para o início do processo indenizatório.

Consta ainda que os recursos destinados à aquisição do imóvel correrão por conta da dotação orçamentária da Secretaria de Planejamento. Esse decreto já entrou em vigência a partir do momento da publicação.

O Hotel Tambaú é um imóvel que está sendo alvo de disputa judicial. Houve um leilão e tanto o Grupo Arnaldo Gaspar quanto o advogado paraibano Rui Galdino pedem o direito de posse. O local chegou a ser arrematado por R$ 40,6 milhões, em fevereiro deste ano pelo Grupo Arnaldo Gaspar, que é uma é uma empresa do Rio Grande do Norte e atua nos setores da construção civil e da hotelaria. Está envolvido nos projetos de construção de empreendimentos no Polo Turístico do Cabo Branco.

O paraibano pediu a suspensão do leilão dessa venda. O empresário apontou irregularidades na realização do leilão e diz que foi impedido de dar lance vencedor. Rui Galdino havia adquirido o hotel em um leilão anterior, realizado no dia 29 de outubro de 2020, por R$ 40 milhões, mas a transação foi anulada após uma série de petições, agravo de instrumento e pedidos de reconsideração. Ficou decidido que ele poderia participar de novo leilão para arrematar o imóvel.

Hotel Tambaú

O Hotel Tambaú foi projetado pelo arquiteto Sérgio Bernardes, tem 173 apartamentos e 18.009,05 metros quadrados de área construída. Além disso, o hotel tem lojas internas, anfiteatro, piscinas, quadras esportivas, salão para festas e eventos, salas para reuniões, boate, bar à beira mar, restaurante e estacionamento.

Click PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1