Prefeitura de Boa Vista rescinde contrato com empresa que não forneceu medicamentos

A Prefeitura de Boa Vista, na região metropolitana de Campina Grande, rescindiu nesta quarta (10) o contrato com a empresa vencedora da licitação que deveria fornecer medicamentos para o reabastecimento da farmácia básica do município ao longo do ano. Após reiteradas notificações, a empresa deixou de fornecer medicamentos essenciais para distribuição gratuita pela prefeitura.

A empresa, que deveria fornecer os medicamentos, não atendeu ao primeiro pedido realizado em janeiro, apresentando desde então diversas pendências como a entrega parcial de alguns pedidos ou não entregando nenhum item dos pedidos seguintes. A licitante vencedora do pregão presencial nº 060/2017 foi a empresa MACEIÓ MED DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS HOSPITALAR LTDA.

De acordo com o prefeito, desde que a empresa começou a apresentar problemas no fornecimento, são cobradas informações. “Desde o início de fevereiro a prefeitura cobra informações a o atendimento ao contrato, alegando a empresa diversos problemas e se comprometendo a cumprir, não atendendo nenhuma vez os prazos acordados” revela André Gomes.

Após diversos contatos, notificações extrajudiciais e oportunidades de atendimento, a empresa deixou de honrar o compromisso firmado em processo licitatório, ficando a Prefeitura de Boa Vista impossibilitada de atender a população, sobretudo com o fornecimento de medicamentos utilizados para tratamento de Hipertensão e Diabetes.

“Tivemos problemas com essa empresa, onde deixamos de oferecer à população medicamentos importantes e de uso contínuo, por essa razão resolvemos suspender a empresa que não poderá participar de licitações ou contratar com a prefeitura pelo período de dois anos” confirma o prefeito de Boa Vista.

Fornecimento gratuito 

A Prefeitura de Boa Vista fornece gratuitamente uma série de medicamentos de uso contínuo e insumos, que atendem o tratamento e controle de diversas enfermidades. Esse ano já foram investidos R$ 87.409,21 na compra desses produtos que são dispensados através da Farmácia Básica, tendo a prefeitura recebido de repasses federais apenas R$ 2.687,28 mensais.

De Olho no Cariri

Com Ascom

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri