Prefeitos organizam protesto e prometem bloquear acesso as BRs 230 e 412

Prefeitos da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará estão mobilizando um protesto que promete interromper o tráfego na BR 230 e 412, no Cariri da Paraíba, no próximo dia 5 de maio. O presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes, afirmou que a pauta de reivindicações está sendo fechada em conjunto e trata de um movimento municipalista que pede um novo modelo do pacto federativo.

Segundo Tota Guedes, a paralisação dos prefeitos pretende chamar atenção para “a real situação em que se encontram os municípios do Nordeste”. A concentração será na localidade conhecida por Praça do Meio do Mundo, que fica no entroncamento das BRs 230 e 412.

O presidente da Famup disse que já confirmou a presença de prefeitos do Ceará, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. “Nossa pauta do dia 5 é a questão do pacto federativo, dos reajustes dos repasses para programas sociais, para que que os municípios possam toca-los, e a busca por um novo parcelamento do INSS, aos moldes que fizemos em 2015”, explicou.

Para Tota Guedes, esses três primeiros meses das gestões municipais foram marcados por “cautela” dos prefeitos, que estão cuidando de colocar a máquina para funcionar novamente. “Num segundo momento, eles vão tocar as obras que já foram iniciadas e procurar manter e renovar os convênios com o estado e com o governo federal”, disse.

Com Portal Correio

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri