Prefeito Helder Trajano anuncia pacote de ações e obras para São João do Cariri

O prefeito de São João do Cariri, Helder Trajano (DEM), esteve anunciando nesta quarta-feira (23) um pacote de ações e obras que serão executadas em breve pela gestão e que irão beneficiar diretamente à população da cidade ‘Mãe do Cariri’.

Concedendo entrevista ao programa ‘Jornal do Meio-Dia’ da Rádio Serra Branca FM, o gestor sãojoãoense anunciou em primeira mão, as novas conquistas que a gestão estará executando faltando pouco mais de um mês para os festejos dos 219 anos de fundação do município mãe da região.

Grande sonho da população e em especial dos moradores do conjunto habitacional Iolanda Medeiros, Helder Trajano anunciou que nos próximos dias serão iniciadas as obras de pavimentação daquela localidade que após 9 anos ganhará a sua pavimentação e ficará 100% calçada. Outra conquista anunciada pelo jovem gestor, foi a pavimentação de três ruas no Distrito de Malhada da Roça.

As obras de pavimentação são frutos de uma emenda parlamentar do deputado federal Efraim Filho no valor total de R$ 629.204,24 reais que já se encontram creditados em conta.

Ainda através de uma parceria com deputado federal Efraim Filho, Helder anunciou à vinda de um veículo 0km modelo VAN. O recurso é na ordem de R$ 300 mil reais e logo o veículo estará à disposição da população.

O prefeito ainda anunciou a criação de um laboratório de informática para os alunos do município. O laboratório será instalado no antigo fórum da cidade. A conquista é fruto de uma parceria com o deputado estadual Inácio Falcão.

O deputado Inácio Falcão ainda destinou recursos para reforma dos postos de saúde das comunidades rurais de Malhada da Roça, Poço das Pedras e Uruçú e o prefeito Helder Trajano anunciou que em breve as obras nas unidades já serão iniciadas.

O gestor ainda anunciou à vinda de recursos no valor de R$ 334.250,00 destinado pela deputada federal Edna Henrique e que serão utilizados para aquisição de uma retroescavadeira. Helder frisou que a emenda foi uma conquista antiga quando requisitou ao saudoso deputado estadual João Henrique (In Memorim).

Helder ainda anunciou através de recursos próprios, o início da construção de pavimentação de três ruas na zona urbana da cidade. As localidades serão as ruas conhecida como a rua da lagoa, a rua do beco de Zequinha e a pavimentação do canteiro em frente ao saudoso Galego de João Lima. Helder ainda destacou que a gestão iniciou recentemente as obras de pavimentação nas margens da BR-412.

Na área da segurança pública ainda com recursos próprios, Helder anunciou a implementação do programa de monitoramento de câmeras de segurança com a instalação de 28 câmeras, sendo 04 instaladas no Distrito de Malhada da Roça.

“Assim seguimos nossa gestão, trazendo investimentos necessários em diversas áreas para o desenvolvimento de nossa cidade e o bem estar de nosso povo. Agradecer as parcerias com os nosso deputados e amigos que vem nos ajudando e contribuindo com a nossa gestão”, frisou Helder.

De Olho no Cariri

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1