Paraibanos são detidos em Brasília e fazem campanha para pagar advogados

Um grupo de paraibanos está entre bolsonaristas detidos ontem em Brasília, após o fechamento do acampamento instalado em frente do QG do Exército.

Ao Blog, uma das detidas disse: “Tem amigo nosso que já passou pela triagem e foi levado para o presídio”.

Em diálogo de WhatsApp, um bolsonarista pede ajuda para pagar um advogado. Ele relata que cada jurista está cobrando R$ 1,5 mil e diz que são cerca de 50 pessoenses presos.

”Boa noite grupo, venho aqui pedir ajuda para pagar um advogado pra mim. Estou preso em Brasília, Alexandre de Moraes mandou prender todo mundo. Todos que estavam no QG foram presos”, publicou.

Outras pessoas sugerem buscar o deputado federal eleito Cabo Gilberto Silva (PL) para conseguir os recursos para o pagamento dos advogados.

“Alguém mantém o contato com o Cabo Gilberto, pra ver se ele conhece alguém que possa ajudar? Alô? Alguém que possa ajudar”, sugere outra participante.

“O advogado está cobrando R$ 1,5 mil, as pessoas de João Pessoa estão precisando de ajuda. Tem umas 50 pessoas presas”, clama.

Com Wallison Bezerra /Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB