Paraíba terá aplicação de medicamento mais caro do mundo pelo SUS para tratar crianças com AME

A Paraíba passará a oferecer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) um dos medicamentos mais caros do mundo: o zolgensma, indicado para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1, em crianças de até seis meses de idade. O serviço será disponibilizado no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HU), em Campina Grande, que está em fase de capacitação para as primeiras infusões. Outros 17 estados brasileiros oferecerão esse serviço.

O zolgensma é a primeira terapia gênica incorporada ao SUS e tem custo médio de R$ 7 milhões por dose, administrada uma única vez. A oferta do medicamento na rede pública foi viabilizada por um modelo inédito no país, através de um Acordo de Compartilhamento de Risco entre o Ministério da Saúde e a fabricante, que condiciona o pagamento ao resultado obtido com o tratamento. Segundo o governo federal, as negociações garantiram o menor preço de lista do mundo.

Com a inclusão do zolgensma no SUS, o Brasil se torna o sexto país a oferecer o medicamento em sistema público de saúde, ao lado de Espanha, Inglaterra, Argentina, França e Alemanha.

Quem tem direito?

O zolgensma será destinado exclusivamente a crianças com AME tipo 1, que tenham até seis meses de idade e que não utilizem ventilação mecânica invasiva por mais de 16 horas por dia. A aplicação é feita por infusão intravenosa e exige internação mínima de 24 horas, sob observação clínica contínua.

Para solicitar o tratamento, as famílias devem procurar um dos 36 serviços especializados em doenças raras do SUS espalhados pelo país. Na Paraíba, o serviço de referência será o HU de Campina Grande. Após avaliação clínica e confirmação dos critérios de elegibilidade, o médico responsável dará início ao processo de solicitação da terapia.

As crianças tratadas com zolgensma serão acompanhadas até os cinco anos de idade pelo mesmo serviço de referência, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do SUS.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri