Paraíba confirma 13 casos de H3N2 e transmissão comunitária do vírus

O Governo da Paraíba confirmou, nesta terça-feira (21), os 13 primeiros casos de infecção pelo vírus Influenza A H3N2, que tem causado surtos de gripe em outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Ao total, 17 amostras foram enviadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para análise. Dessas, quatro devem passar pelo processo de testagem novamente.

De acordo com a nota técnica divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), apenas um dos casos confirmados tem histórico de viagem para locais em surto (Rio de Janeiro); dois registros são de contato de pessoas sintomáticas que viajaram e não fizeram o exame, e os demais casos não têm histórico de viagem, portanto, é considerado a transmissão comunitária.

Ainda de acordo com a nota, dos 17 casos que foram investigados, 12 são homens e cinco são mulheres. Uma pessoa tem 18 anos, seis estão na faixa etária de 20 a 29 anos, quatro na faixa de 30 a 39 anos, quatro na faixa de 40 a 49 anos e dois na faixa etária de 60 a 69 anos.

Os casos da Influenza A H3N2 registrados no estado foram detectados depois que pessoas com síndrome gripal fizeram testes da Covid-19 que deram negativos e, assim, foram testados para outros vírus.

Segundo o secretário de saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, entre apesar de serem doenças diferentes, as formas de prevenção da Influenza e da Covid-19 são as mesmas.

“Essa identificação de 13 amostras não é nada excepcional, os meios e cuidados de prevenção são os mesmo para Covid-19. Isto é, utilização de máscaras, lavagem das mãos, utilização de álcool em gel e distanciamento físico. É um vírus que tem grande capacidade de disseminação por isso é importante os meios de prevenção associados aos cuidados com as pessoas mais vulneráveis.”, disse o secretário.

A SES também informou que os 13 infectados tiveram sintomas leves, como febre, tosse, dor de garganta e cabeça, fraqueza e dores nas articulações e que nenhum deles precisou de internação hospitalar.

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1