Oposição de Camalaú acusa prefeito de gastar R$ 500 mil de emenda em única festa e reprova projeto na Câmara

Cinco vereadores da oposição em Camalaú, no Cariri paraibano, elevaram o tom das críticas contra a gestão do prefeito Bira Mariano após a tramitação, na Câmara Municipal, de um projeto que busca autorização legislativa para a inclusão de um crédito orçamentário referente a uma emenda de R$ 500 mil destinada pelo Ministério do Turismo.

Segundo os parlamentares, o recurso foi integralmente utilizado na realização da tradicional Festa de Santo Antônio, principal evento cultural do município, antes mesmo da autorização da Câmara para a abertura do crédito extraorçamentário. A situação gerou questionamentos sobre a condução administrativa da gestão municipal.

Durante as discussões nas comissões da Casa, os cinco vereadores de oposição votaram contra a matéria e sinalizaram que deverão manter o mesmo posicionamento quando o projeto for apreciado em plenário.

O vereador Jandim Motos afirmou que a oposição não é contra a realização da Festa de Santo Antônio, mas criticou a forma como os recursos foram utilizados.

Segundo ele, o montante de R$ 500 mil deveria ter sido distribuído entre outros eventos tradicionais do calendário do município, como o ExpoCamalaú, o Circuito de Vaquejada e a festa do distrito do Pindurão, garantindo apoio financeiro a diversas manifestações culturais ao longo do ano.

Os vereadores também argumentam que concentrar todo o recurso em uma única festa é uma medida desproporcional e pode comprometer a realização de outros eventos importantes para a população.

Outro ponto levantado pela oposição é que, por se tratar de um recurso extraorçamentário, a autorização legislativa deveria ter sido concedida antes da execução das despesas, e não após a realização da festa.

A Festa de Santo Antônio é considerada uma das mais tradicionais de Camalaú e, historicamente, já era promovida pela família do prefeito Bira Mariano antes mesmo de sua gestão à frente da Prefeitura.

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Um casal de Livramento, no Cariri paraibano, viveu uma experiência marcada por fé, superação e espiritualidade ao percorrer o Caminho da Fé com destino ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Laécio Alcântara e Thais Elane completaram a peregrinação após dez dias de caminhada.

A jornada teve início no dia 3 de abril de 2026, na cidade de Águas da Prata, em São Paulo, e foi concluída no dia 12 de abril, com a chegada a Aparecida. O percurso principal entre Águas da Prata e o destino final tem aproximadamente 318 quilômetros.

Criado em 2003, o Caminho da Fé se consolidou como uma das principais rotas de peregrinação religiosa do Brasil, recebendo fiéis e aventureiros que percorrem seus diferentes trajetos a pé ou de bicicleta em busca de espiritualidade, reflexão e superação.

Para Laécio e Thais, a experiência foi além do desafio físico imposto pelos quilômetros, subidas e dificuldades encontradas durante o percurso. Segundo o casal, a caminhada proporcionou momentos de reflexão e uma nova percepção sobre aquilo que realmente é essencial.

“Caminhar pelo Caminho da Fé é aprender a medir a vida não pelas horas do relógio, mas pelo ritmo dos próprios passos. No início, a preocupação é a mochila pesada, as bolhas nos pés e a quilometragem que ainda falta. Com o passar dos dias e das montanhas, tudo muda”, relatou o casal.

Durante os dez dias, os peregrinos enfrentaram o desgaste físico e as dificuldades naturais do trajeto, mas também encontraram acolhimento e solidariedade ao longo da caminhada.

“A estrada nos ensina a simplicidade: o essencial cabe nas costas, a água fresca oferecida por um morador local vale mais que qualquer luxo, e cada subida íngreme reflete as nossas próprias batalhas internas”, destacaram.

Um dos momentos mais marcantes aconteceu nos quilômetros finais, quando Laécio e Thais puderam avistar a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, simbolizando a proximidade da conclusão da jornada.

“Quando você finalmente avista a Basílica de Aparecida do alto da serra, o cansaço desaparece. O que fica na chegada ao Santuário não é o esgotamento, mas um silêncio cheio de gratidão e a certeza de que você não chega a Aparecida a mesma pessoa que partiu”, afirmaram.

A experiência de Laécio Alcântara e Thais Elane transforma os mais de 300 quilômetros percorridos em uma história de devoção e superação, levando o nome de Livramento e do Cariri paraibano por uma das mais tradicionais rotas religiosas do país.

DE OLHO NO CARIRI

Com Paraíba Mix