Núncio Apostólico dá posse a Dom Manoel Delson neste sábado em João Pessoa

A posse canônica que valida Dom Manoel Delson como Arcebispo da Paraíba acontece às 9h deste sábado (20), com missa na Catedral de Nossa Senhora das Neves, que vai contar com a presença do Núncio Apostólico para o Brasil, Dom Giovanni D’Aniello. A celebração vai ser exclusiva para bispos, padres, seminaristas e religiosos.

O cerimonial da litugia prevê que no início da celebração, Dom Delson vai ser acolhido no adro da Catedral por Dom Giovanni e pelo Administrador Apostólico, Dom Genival Saraiva, junto com o Colégio dos Consultores. O pároco da Catedral, padre Rui Braga, entrega o Crucifixo a Dom Delson, que o beija.

Em seguida, Dom Delson recebe o aspersório da água benta, asperge a si mesmo e à assembleia, é conduzido à Capela do Santíssimo Sacramento, onde se ajoelha para um breve momento de adoração e, logo após, dirige-se à sacristia para vestir os paramentos para a cerimônia. Durante a missa, o Núncio entrega o Báculo Pastoral a Dom Delson, que representa sua função de pastor da Igreja na região metropolitana de João Pessoa.

Celebração com os fiéis

A celebração aberta a todos o fieis acontece ainda neste sábado, às 16h30, no ginásio Ronaldão, no bairro do Cristo Redentor, também em João Pessoa, presidida pelo bispo.

Após a saída de Dom Delson, a Diocese de Campina Grande vai ficar sob os cuidados de um administrador diocesano, que vai ser escolhido pelo Conselho de Consultores, composto por cinco padres da diocese. Essa decisão só pode ser tomada depois da posse formal do bispo na nova diocese, em reunião que deve acontecer entre os dias 22 e 23.
Bispo é mestre em Comunicação

Dom Delson estudou Filosofia e o início da Teologia no Seminário São Francisco de Assis, em Nova Veneza, e concluiu os estudos teológicos no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador, na Bahia. É mestre em Ciência da Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e graduado em Letras pela Universidade Católica de Salvador.

Foi ordenado sacerdote em 1980 na Arquidiocese de Feira de Santana, onde também recebeu sua ordenação episcopal em 2006 para assumir Diocese de Caicó. Em 2011 foi eleito vice-presidente do Regional Nordeste 2, que compreende os estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, sendo reeleito em 2014 para exercer o mandato até 2018.

Ele foi nomeado bispo de Campina Grande em 2012, que compreende 61 cidades, onde estão 63 paróquias. Neste período, ele ordenou 17 novos padres e três diáconos permanentes, além de criar nove paróquias.

Novo Arcebispo

Dom Delson foi anunciado novo arcebispo da Paraíba, que compreende a região metropolitana de João Pessoa, no dia 8 de março. Desde a renúncia de Dom Aldo di Cillo Pagotto, após carta em julho de 2016, a Arquidiocese da Paraíba seguia sob o comando de Dom Genival Saraiva de França.

Dom Delson é natural da cidade de Biritinga, na Bahia, e nasceu no dia 10 de julho de 1954. Estudou Filosofia e o início da Teologia no Seminário São Francisco de Assis em Nova Veneza (SP) e concluiu os estudos teológicos no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador (BA). É mestre em Ciência da Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e graduado em Letras pela Universidade Católica de Salvador.

Foi ordenado sacerdote no dia 5 de julho de 1980 na Arquidiocese de Feira de Santana (BA) e na mesma arquidiocese, em 24 de setembro de 2006, recebeu sua ordenação episcopal. Foi acolhido na diocese de Caicó no dia 8 de outubro daquele ano e permaneceu até agosto de 2012, quando foi nomeado bispo de Campina Grande.

Com G1 PB
Foto: Leonardo Silva/Jornal da Paraíba

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri