Nova modalidade, Pix automático começa a valer a partir desta segunda-feira; entenda

O Pix automático, nova modalidade lançada pelo Banco Central, começa a operar nesta segunda-feira (16).

Gratuito, o serviço permite ao usuário escolher uma data para que a transação seja enviada automaticamente, facilitando o controle de contas, aluguel, salários e até pagamentos recorrentes entre familiares.

Como funcionará

Para que o Pix automático funcione, o usuário, sendo pessoa física, precisa autorizar a operação uma única vez e definir algumas regras, como:

  • Valor máximo de cada pagamento,
  • Gerenciamento de limite para transações
  • Notificação de agendamentos.

Após a autorização da modalidade, a empresa enviará a solicitação ao banco do pagador, que programará a transação. Na data do débito, o valor será efetivamente cobrado da conta do cliente.

s autorizações poderão ser canceladas a qualquer momento pelo pagador.

De acordo com o BC, haverá uma seção dedicada ao Pix automático em todos os bancos, em que será possível ver todos os agendamentos referentes à modalidade.

Pix automático x Pix agendado

O Pix agendado permite que o usuário programe uma transferência para uma data futura. A transação só ocorre se houver saldo na conta, e cada pagamento precisa ser agendado individualmente.

Já no Pix automático, a proposta é automatizar pagamentos que se repetem sem precisar agendar toda vez.

A cobrança passa a vir do recebedor, e o pagamento ocorre automaticamente após a autorização inicial.

Atenção com os golpes

Apesar de ser mais prático, a nova modalidade exige atenção dos usuários em relação à segurança digital.

“O Pix é um sistema seguro, criado e mantido pelo Banco Central, mas os golpes não ocorrem dentro do sistema. Eles acontecem fora, quando o usuário clica em links maliciosos, acessa páginas falsas ou confia em mensagens disfarçadas que pedem que ele confirme um pagamento ou agende uma transferência”, explica o advogado especialista em golpes digitais Francisco Gomes Júnior.

O especialista também alerta para o número de golpes que envolvem agendamentos e cobranças falsas por sites não confiáveis.

“É comum ver endereços com erros sutis de digitação, sem o ‘https’ ou hospedados fora do Brasil. São sinais claros de fraude.”

Ele alerta que os golpes se aprimoram com cada tecnologia nova. “Os criminosos estão de olho em qualquer nova funcionalidade. Quando o Pix nasceu, surgiram os primeiros golpes com QR code. Agora, com o agendamento, veremos golpes mais sofisticados e personalizados”, completa Gomes Júnior.

Confira os principais cuidados para não cair em golpes:

  • Nunca clique em links enviados por desconhecidos ou em mensagens que você não solicitou;
  • Sempre acesse seu banco diretamente pelo aplicativo ou site oficial, nunca por links de terceiros;
  • Verifique se o site tem certificado de segurança (o “cadeado” ao lado do endereço);
  • Mantenha seu antivírus e sistema operacional atualizados;
  • Desconfie de mensagens com tom de urgência ou que usem o nome de instituições públicas ou financeiras sem aviso prévio.

Com R7

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri