Na Paraíba, Lula diz que Deus deixou o Sertão sem água “porque sabia que eu ia trazer”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (28), durante a entrega do primeiro trecho do Ramal do Apodi, em Cachoeira dos Índios (PB), que acredita ter um papel histórico no abastecimento hídrico do Nordeste. Em tom emotivo, disse que Deus teria deixado o Sertão sem água porque sabia que um dia ele assumiria a Presidência para resolver o problema.

“Fazia 179 anos que se prometia água para essa região. E eu descobri uma coisa: Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu ia ser presidente da República e ia trazer água para cá”, disse Lula, sendo aplaudido pelos apoiadores.

O petista relembrou a infância pobre e experiências com a seca. “Com 7 anos de idade, eu carregava pote d’água na cabeça. Por isso é que eu não tenho pescoço. De tanto carregar pote”, afirmou, ao justificar o compromisso pessoal com a causa hídrica no semiárido.

A entrega do trecho do Ramal do Apodi, parte da transposição do Rio São Francisco, beneficia municípios da Paraíba e do Rio Grande do Norte, com previsão de conclusão total em 2026.

Com Blog do Maurílio Júnior

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri