Multidão se despede da jovem Maria Helena em Serra Branca; UEPB emite nota

Um dia de tristeza e de luto tomou conta da cidade de Serra Branca neste domingo (09). Serra-branquenses, familiares e amigos lotaram a Palhoça do Flamengo para se despedir da jovem Maria Helena, estudante da UEPB em Araruna vítima de um acidente quando caminhava para a universidade.

O cortejo da jovem Maria Helena foi acompanhado por uma multidão pelas ruas de Serra Branca e levado até o cemitério local onde foi realizada uma última homenagem e orações.

Colegas de Maria Helena em Araruna vieram para o sepultamento e fizeram orações. Ninguém quis comentar o acidente, mas segundo informações apuradas pela reportagem do portal De Olho no Cariri, a Polícia Civil já trabalha na investigação do caso.

Até o momento ninguém foi preso ou autuado pela responsabilidade da morte de Maria Helena. O motoqueiro que foi vitimado no acidente está se recuperando e não veio a óbito.

A UEPB, através de sua reitoria, emitiu uma nota de pesar pela morte da universitária serra-branquense, decretou três dias de luto na instituição, mas não se manifestou sobre providências quanto a segurança dos alunos que continuarão a trafegar pela estrada que dá acesso ao campus VIII e que segundo os próprios estudantes é muito perigosa.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri