MPPB abre investigação sobre validade de certificados emitidos por instituição de ensino do Cariri

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Monteiro, instaurou um Inquérito Civil Público para investigar a regularidade das atividades educacionais desenvolvidas pelo Instituto Educacional Cariri LTDA na modalidade de Educação de Jovens e Adultos a Distância (EJA/EAD).

A medida foi formalizada pela Portaria nº 13/2ª PJ-Monteiro/2026 e tem como objetivo apurar a conformidade jurídica e regulatória dos serviços educacionais ofertados pela instituição após abril de 2025, bem como verificar a legalidade e a autenticidade dos certificados de conclusão do Ensino Médio emitidos pela entidade.

De acordo com o Ministério Público, a investigação foi instaurada após o esgotamento do prazo de tramitação da Notícia de Fato que tratava do assunto, tornando necessária a conversão do procedimento para um Inquérito Civil, permitindo o aprofundamento das apurações.

O foco da investigação está relacionado à expiração dos atos autorizativos da instituição junto ao Conselho Estadual de Educação da Paraíba (CEE-PB). O procedimento busca esclarecer se o Instituto Educacional Cariri continuou ofertando cursos e emitindo certificados após o vencimento das autorizações exigidas pelos órgãos competentes.

A Promotoria também pretende verificar a validade legal dos documentos expedidos pela instituição, uma vez que eventuais irregularidades podem impactar diretamente estudantes que concluíram ou estavam cursando o Ensino Médio por meio da modalidade EJA/EAD.

Segundo o Ministério Público, a apuração tem como fundamento a defesa do direito à educação de qualidade e o cumprimento das normas que regulamentam o funcionamento das instituições de ensino no estado.

O inquérito terá prazo inicial de um ano, podendo ser prorrogado caso haja necessidade de novas diligências. Entre as providências determinadas pela promotora de Justiça Maria Eduarda Carvalho Nogueira Uchôa está o cumprimento das diligências pendentes nos autos, visando reunir informações e documentos necessários para a continuidade da investigação.

Ao final da apuração, o Ministério Público poderá adotar medidas extrajudiciais ou judiciais cabíveis, caso sejam constatadas irregularidades no funcionamento da instituição ou na emissão dos certificados educacionais.

De Olho no Cariri

Paraíba Mix

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A Escola Municipal Padre Paulo Roberto de Oliveira ficou lotada, na manhã desta quinta-feira (5), durante a realização da 8ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Sumé. O encontro reuniu crianças e adolescentes, representantes do poder público, conselhos municipais, profissionais da educação, integrantes da rede de proteção e sociedade civil.

Com o tema “Fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e a Democracia Participativa”, a conferência foi promovida pela Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

O prefeito Manezinho Lourenço acompanhou parte da programação e destacou o apoio da gestão às políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. A secretária de Assistência Social, Elidiene Batista, ressaltou a importância da participação da sociedade no fortalecimento da rede de proteção.

A presidente do CMDCA, Maria Simone Pereira, também teve papel importante na mobilização e realização da conferência. Entusiasta da defesa dos direitos da criança e do adolescente, ela destacou a importância da atuação conjunta das instituições e da sociedade para garantir a proteção desse público.

A programação contou com palestra de Magno França da Silva, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente da Paraíba (CEDCA/PB), seguida de discussões em grupos sobre os seis eixos temáticos da conferência e a elaboração de propostas.

Os estudantes também participaram ativamente das atividades, com espaço para apresentar suas opiniões.

O encontro contou ainda com apresentações de dança e flauta do grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), da SEMAS.

Ao final, foram eleitos os delegados que representarão Sumé na próxima etapa do processo conferencial: Adriana Vilar, presidente do Conselho Tutelar; Simone Pereira, presidente do CMDCA; e os estudantes Evelyn e Davi.

Com Ascom