MPF condena ‘desvio’ da água do Rio Paraíba para Pernambuco

O Ministério Público Federal (MPF) considerou arbitrária e vê com preocupação a decisão do Governo do Estado em firmar Termo de Cooperação com o estado de Pernambuco para uso da água do rio Paraíba. O acordo permitirá que Pernambuco capte água do rio e leve para o município de Santa Cruz do Capibaribe. Uma reunião está agendada para a próxima quinta-feira e, entre outros temas, discutirá o acordo entre os estados.

Ao liberar as águas para o estado de Pernambuco, o Governo não comunicou à Secretaria Nacional de Recursos Hídricos, Ministério da Integração ou Departamento Nacional de Obras Contra Seca (Dnocs).

Conforme a procuradora da República em Monteiro, Janaína Andrade, o Ministério da Integração não recebeu sequer um estudo técnico e precisa ser comunicado sobre todos os projetos de intervenção, já que a obra ainda não foi entregue ao Governo do Estado, embora o ente seja o gestor das águas.

“Entendemos como um ato imprudente, até porque a segurança hídrica não está garantida. A Transposição não veio só para resolver o problema da falta d’água em Campina Grande, mas garantir segurança hídrica a toda Paraíba. O que vemos até o momento é que a obra trouxe o mínimo de conforto hídrico a Campina e adjacências. Nós inclusive questionamos a qualidade da água oferecida à população”, revelou a procuradora.

Ela lembrou que o MPF em Campina Grande foi veementemente contra o fim do racionamento na região abastecida pelo açude de Boqueirão e que ainda não há licença de operação do Ibama, já que o Eixo Leste da Transposição está em fase de pré-operação. Em dezembro, o MPF expediu recomendação para que o Ibama não concedesse a licença de operação sem que fosse comprovada a aptidão do sistema, além dos impactos ambientais e sociais.

“Não que Pernambuco não tenha direito a essa água, mas não é possível fazer uma captação sem autorização do empreendedor. Vamos fazer uma reunião na quinta-feira para tentar entender esse ato e mostrar que a água não é um bem do gestor, que diz que colocará onde quer e na hora que quer”, pontuou.

Ela ainda ressaltou que a decisão do Governo da Paraíba reforça a tese do MPF em Monteiro de que a crise hídrica não é um fator natural, mas resultado de atos políticos, má gestão e falta de transparência nas decisões políticas para manejo dos recursos naturais.

Com MaisPB

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Na tarde do último domingo (6), policiais militares do 11º Batalhão da Polícia Militar prenderam um homem suspeito de conduzir um veículo sob efeito de álcool, no município de Serra Branca, no Cariri paraibano.

De acordo com a Polícia Militar, durante rondas ostensivas, a guarnição se deparou com um veículo trafegando no sentido contrário da via, situação que chamou a atenção dos policiais e motivou a abordagem.

Durante a fiscalização, os militares constataram que o condutor apresentava sinais aparentes de alteração da capacidade psicomotora. Ao ser questionado, o homem confirmou que havia ingerido bebida alcoólica.

Diante da situação, o condutor recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Monteiro, juntamente com a documentação referente à ocorrência, para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.