MP investiga inauguração de base do Samu que nunca funcionou em Massaranduba

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um procedimento para apurar possíveis irregularidades na inauguração da base descentralizada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) no município de Massaranduba, no Agreste paraibano. A unidade, inaugurada há mais de quatro meses, nunca entrou em funcionamento.

De acordo com a portaria, assinada pelo promotor de Justiça Alcides Amorim, o inquérito foi aberto após a notícia de que a base do Samu, inaugurada em 7 de maio durante as comemorações da emancipação política de Massaranduba, “apesar da cerimônia de inauguração e da ampla divulgação pública, permanece sem funcionamento efetivo até a presente data”.

Na portaria, o promotor determinou “a promoção de toda e qualquer diligência que a se mostrar necessária durante a tramitação, inclusive notificações, tomada de depoimentos e declarações, requisição de documentos outros, de perícias e informações, tudo com base nas prerrogativas ministeriais.”

O Ministério Público afirmou que a Secretaria Municipal de Saúde de Massaranduba já havia sido informada anteriormente, mas não respondeu ao ofício. Assim, o promotor Alcides Amorim determinou a expedição de novos ofícios à Secretaria Municipal de Saúde e à Procuradoria de Justiça de Massaranduba.

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A Operação Mata Atlântica em Pé, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e órgãos ambientais, aplicou 15 autos de infração por desmatamento ilegal em quatro municípios paraibanos. A ação foi deflagrada entre 17 e 27 de agosto e atingiu mais de 230 héctares.

As multas, que ultrapassaram os R$ 2 milhões, foram aplicadas nas cidades de São Miguel de Taipu, Massaranduba, Alagoa Grande e Alagoinha. Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da fiscalização remota e presencial de sete alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta.

Operação nacional

Nos 17 estados participantes, incluindo a Paraíba, foram mais de 8 mil hectares autuados e as multas ultrapassaram os R$ 100 milhões.

A Operação Mata Atlântica em Pé utiliza informações produzidas por diversos sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta, para identificar áreas com indícios de desmatamento ilegal. Com base nesses alertas, equipes de fiscalização realizam verificações remotas e presenciais para confirmar a ocorrência das infrações ambientais e emitir os devidos autos de infração e termos de embargo.

Penalidades

Confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos à aplicação de multas e demais sanções administrativas e a reparação integral dos danos ambientais e climáticos, sem prejuízo na apuração da responsabilidade nas esferas cível e criminal.

As áreas desmatadas ilegalmente também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

De Olho no Cariri

Com Portal Correio