Ministro quer fechar acordo com o governador da PB e de outros estados para custear transposição

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, disse em entrevista ao Poder 360 que já estão quase prontos os contratos para os governadores do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará pagarem a água da transposição do São Francisco. Canuto revelou ainda que o acordo é visto com bons olhos pelos gestores e que já tinha sido discutido, a assinatura dos contratos com os governadores poderá ser em cerimônia no Palácio do Planalto. “Acho que vão querer celebrar. A chegada da água supera qualquer diferença ideológica”, disse Canuto.

O acordo precisa da aprovação dos governadores Fátima Bezerra (PT), João Azevêdo (sem partido), Paulo Câmara (PSB) e Camilo Santana (PT).

Segundo ele, o custo anual da operação foi de R$ 300 milhões no ano passado e ficará em R$ 600 milhões em 2020 com a entrada de operação do Ramal Norte. Para os governadores, a vantagem de assinar os contratos é que serão feitos novos canais para distribuir a água.

Click PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online