Luiz Couto diz que sofre preconceito de ‘companheiros’ do PT: “Insinuam que vou morrer”

O deputado federal Luiz Couto (PT) disse nesta quarta-feira (21), em discurso na tribuna da Câmara Federal, que tem enfrentado uma onda de ataques, dentro do próprio partido, por causa de sua idade. O parlamentar, que tem 80 anos, disse que é vítima de etarismo – discriminação contra pessoas idosas.

Segundo o deputado, a ação tem sido praticada por quem “deveria ser companheiro de luta”. “Insinuam que estou velho demais para continuar servindo ao povo, que posso até morrer no caminho. Espalham boatos, semeiam a dúvida e o medo entre os que sempre me apoiaram”, disse.

No discurso, Couto disse estar “tomado por uma profunda indignação e revolta”. De acordo com ele, os ataques configuram etarismo, previsto no Estatuto da Pessoa Idosa. “A minha idade não é sinal de fraqueza, mas de experiência. São décadas dedicadas ao povo”, disse.

Embora não tenha mencionado nomes de quem teria praticado a discriminação, a reportagem apurou que as falam teriam ocorrido no contexto de disputas por bases eleitorais. A idade do deputado seria utilizada como argumento de que ele não suportaria mais uma disputa.

“Não vou me intimidar com essas baixarias, não me curvarei diante daqueles que tentam me enfraquecer com mentiras e difamações”, afirmou.

Ainda no discurso, Couto agradeceu aos “verdadeiros amigos”, que segundo ele o alertaram sobre os ataques.

Pessoas ligadas a Luiz Couto disseram ao Jornal que ele não descarta tomar outras medidas, além de te ter feito um discurso na tribuna da Câmara.

Segundo especialistas, o etarismo é um preconceito relacionado ao envelhecimento e à velhice, e pode ser enquadrado como crime. Geralmente, é pautado em estereótipos negativos relacionados às pessoas mais velhas.

Jornal da Paraíba

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri