Livânia Farias cita auditor do TCE em mais um trecho vazado da delação

Em um novo trecho de áudio vazado, a ex-secretária de Estado da Administração, Livânia Farias, revelou que o empresário da Cruz Vermelha Brasileira, Daniel Gomes, teria conseguido o apoio do auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Richard Euler Dantas, para as auditorias do Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, por meio de troca de favores. Segundo Livânia, o episódio aconteceu entre os anos de 2015 e 2016.

Durante a delação, a ex-secretária revelou apenas o que Daniel Gomes tinha dito. Ela disse que questionou Daniel sobre como ia fazer para chegar até o auditor e o empresário teria respondido que tinha “um pessoal bom” e ia ver como faria.

Um tempo depois, segundo Livânia Farias, Daniel a procurou e disse que tinha gravado a entrega de um dinheiro para o auditor do TCE-PB, revelando que na ocasião, o auditor queria muito que, ao invés do prédio que era alugado a Ney Suassuna, ele (Daniel) rescindisse o contrato e alugasse os imóveis que ele tinha.

Livânia contou que Daniel ficou curioso em saber como o auditor tinha os imóveis, sendo apenas um auditor do Tribunal de Contas. “Segundo Daniel, fez um levantamento e descobriu que os imóveis estavam todos em nome de um sobrinho. E de fato tinham vários bens com esse menino que na época tinha 8 ou 9 anos de idade. E aí ele também se preocupou em fazer um levantamento para saber de que os pais desse menino viviam e disse que não justificava o que os pais ganhavam com o patrimônio do menino”, contou.

De acordo com Livânia, o empresário Daniel Gomes chegou a dizer que havia locado uns espaços do auditor, mas não disse quanto ou onde eram os imóveis e se foi pela Cruz Vermelha ou se foi por outra empresa. “Mas ele (Daniel) disse que ia fazer o que o auditor pediu”, revelou.

TCE-PB

Nessa segunda (27), o Tribunal de Contas do Estado comunicou o desarquivamento de todos os processos relacionados aos casos investigados pela Operação Calvário. Na decisão serão revistos, inclusive, as deliberações tomadas anteriormente nos processos que envolvem as Organizações Sociais.

Com André Gomes, do Jornal Correio

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online