Lideranças da Comarca de Cabaceiras se reunirão nesta quinta para discutir o fechamento de sua zona eleitoral

Vereadores e prefeitos se reúnem na Câmara Municipal de São Domingos do Cariri. Foto: Sérgio Falcetti

Após resolução do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, que determinou a extinção de 40 zonas eleitorais em toda a Paraíba, os municípios do Cariri começaram a se mobilizar para evitar a extinção de suas zonas.

Nesta quinta-feira (8), será a vez dos líderes de Cabaceiras, São Domingos do Cariri e Barra de São Miguel se reunirem e traçarem estratégia para evitar o fechamento da zona eleitoral de Cabaceiras. Os prefeitos das três cidades junto a seus vereadores se encontrarão às 19hrs na Câmara de São Domingos do Cariri para discutir o tema. Confirmaram presença os prefeitos das cidades de São Domingos do Cariri, Inara Marinho, Cabaceiras, Tiago Castro, e Barra de São Miguel, João Batista.

Pela portaria inicial baixada por Gilmar Mendes, as zonas eleitorais que possuem menos de 20 mil eleitores deveriam ser extintas e reorganizadas em outros cartórios eleitorais mais próximos. No último dia 01 junho, o presidente do TSE baixou uma nova normativa, a de número de 23.520, na qual baixa esse número para 17 mil eleitores.

Agora, a luta dos municípios cuja zona eleitoral tem menos de 17 mil votantes é aglutinar cidades próximas para evitar seu fechamento.

Segundo Ananias Ferreira, presidente da Câmara de São Domingos do Cariri e anfitrião do encontro, o objetivo será formular uma carta da zona eleitoral de Cabaceiras destacando os motivos pelos quais a instituição não deve sofrer alteração.

Ananias disse ainda que caso os argumentos iniciais não sejam suficientes para atendimento do pleito, a zona eleitoral de Cabaceiras vai tentar atrair o município de Caraúbas que tem maior facilidade de acesso a Cabaceiras do que a São João do Cariri.

Correm o risco de serem extintas as zonas eleitorais de Serra Branca, Prata, São João do Cariri, Cabaceiras, Taperoá e Juazeirinho.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

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