Lei de cotas para pessoas com deficiência em universidades federais já está em vigor

imagem_materiaJá está em vigor a lei que institui cotas para pessoas com deficiência em universidades federais. Ela foi sancionada pelo presidente da República, Michel Temer, no fim do ano passado. A Lei 13.409/2016 tem origem em projeto do Senado e altera a legislação sobre cotas no ensino superior federal, que já contempla estudantes vindos de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos e indígenas.

A lei acrescenta as pessoas com deficiência a essas cotas, de acordo com a proporcionalidade apontada pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na unidade da Federação em que a instituição de ensino se localiza. Foi mantida a previsão de revisão da política de cotas no prazo de dez anos a partir da lei que instituiu o programa, ou seja, em 2022.

Do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), o projeto (PLS 46/2015) passou pelas Comissões de Diretos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde foi aprovada em decisão terminativa.

Para o senador, trata-se de estender a proteção da “lógica das cotas” às pessoas com deficiência, que não foram beneficiadas no momento da criação da lei anterior, em 2012. “Os cidadãos e cidadãs com deficiência podem contribuir muito para o desenvolvimento social, se receberem as oportunidades que lhes são devidas”, observa o senador.

— É lento o processo cultural pelo qual vamos desembaçando nossas visões, divisando, aos poucos, novas categorias sociais antes ocultas na penumbra das hierarquias injustas — afirmou.

Isonomia

Na avaliação do advogado especialista em educação, Carlos André Nunes, o objetivo da nova lei é “tornar iguais aqueles que são desiguais”, o que é necessário para garantir o princípio da isonomia nos concursos públicos. Para ele, ao garantir aos deficientes físicos parte de vagas em instituições federais brasileiras, a lei consigna a possibilidade de que haja justa competição entre iguais.

— É fundamental para o processo de inclusão social no Brasil. Não se trata de uma vantagem. Ao contrário, a Lei 13.409 materializa a norma constante da Constituição, que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola — argumentou.

Cotas

As instituições federais de educação superior reservam no mínimo 50% de suas vagas nos cursos de graduação, por curso e turno, para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa cota, 50% das vagas são ser reservadas a estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.

As cotas são preenchidas também de acordo com a proporção de autodeclarados negros, pardos e indígenas na população da unidade da Federação em que a instituição se encontra.

De Olho no Cariri

Com Agência Senado

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Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (22) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores da Paraíba. O levantamento foi encomendado pelas TVs Cabo Branco e Paraíba.

Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados. A pesquisa traz o nome do candidato Leonardo Avalanche (PRTB) que substituiu Pablo Marçal (PRTB), e por isso não estava no levantamento anterior.

Veja o cenário de primeiro turno

  • Lula (PT): 54% (eram 50% em 25/8)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 23% (eram 21%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (era 1%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2% (eram 3%)
  • Renan Santos (Missão): 1% (eram 2%)
  • Romeu Zema (Novo): 0% (era 1%)
  • Samara Martins (UP): 0% ( era 1%)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (era 0%)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era 0%)
  • Edmilson Costa (PCB): 0% (era 0%)
  • Clariana Barão (DC): 0% (era 0%)
  • Hertz Dias (PSTU): 0% (era 0%)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0% (antes não disputava)
  • Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 13%)
  • Indecisos: 7% (eram 8%)

Veja, agora, o cenário de segundo turno entre Lula e Flávio

  • Lula (PT): 60%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 26%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 10%
  • Indecisos: 4%

Para 89% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Eram 82% na pesquisa anterior. Outros 11% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro. Eram 18% na pesquisa anterior.

A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 21 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é PB-01325/2026.

Aprovação e avaliação do governo Lula

Aprovação do governo

  • Desaprova: 32% (eram 35% em 25/08)
  • Aprova: 62% (eram 61%)
  • Não sabe/não respondeu: 6% (eram 4%)

DE OLHO NO CARIRI

Com G1 Paraíba