Justiça Federal suspende decreto de Bolsonaro que incluiu igrejas e casas lotéricas como ‘serviços essenciais’ durante quarentena

A Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu os efeitos do decreto do presidente Jair Bolsonaro definindo como serviço público essencial atividades religiosas e o funcionamento de casas lotéricas. A decisão desta sexta-feira (27) é da 1ª Vara Federal de Duque de Caxias.

A determinação atende a pedido do Ministério Público Federal para que as atividades religiosas e o funcionamento de lotéricas fossem suspensos enquanto durar o período de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus.

“O acesso a igrejas, templos religiosos e lotéricas estimula a aglomeração e circulação de pessoas”, escreveu o juiz federal substituto Márcio Santoro Rocha.

Na determinação, o magistrado também ordena que a União “se abstenha de editar novos decretos que tratem de atividades e serviços essenciais sem observar a Lei 7.783/1989 e as recomendações técnicas e científicas dispostas no art. 3º, § 1º da Lei 13.979/2020 sob pena de multa de R$ 100 mil”.

A decisão também se estende ao Município de Duque de Caxias, que deverá se abster de tomar qualquer medida que envolva atividades religiosas ou funcionamento de lotéricas. Caso descumpra a ordem, a prefeitura da cidade também será multada em R$ 100 mil.

Tanto o Município de Caxias quanto a União, como previsto na decisão, não podem tomar qualquer medida que contrarie a recomendação de isolamento social da Organização Mundial da Saúde. O magistrado também fixou multa de R$ 100 mil caso essa ordem seja descumprida.

Na quinta-feira (26), Bolsonaro editou um decreto tornando essas atividades essenciais em meio à pandemia. Ao encaixá-las nessa categoria, o presidente definiu que elas poderiam continuar em operação mesmo durante restrição ou quarentena em razão do vírus.

O decreto presidencial, porém, faz uma ressalva em relação aos cultos: segundo o texto publicado no “Diário Oficial da União”, o funcionamento da “atividade religiosa de qualquer natureza” deverá obedecer as “determinações do Ministério da Saúde”.

“O decreto coloca em risco a eficácia das medidas de isolamento e achatamento de curva de casos de coronavírus. É necessário conter essa extrapolação atual e assegurar que não sejam editadas medidas ainda mais ampliativas no futuro”, afirmou o procurador da República Julio José Araujo Junior, autor da ação.

G1 Rio

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Derrotado no primeiro turno da disputa à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) oficializou, nesta terça-feira (6), seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL), candidato que segue na corrida contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração de apoio aconteceu em um evento em Goiânia, Goiás, terra de Caiado e estado do qual já foi governador. Flávio passou a manhã em reuniões internas da campanha em Brasília, mas viajou à tarde para a capital goiana para firmar a aliança com Caiado, no que foi o primeiro evento público de Flávio neste segundo turno.

Flávio voou para Goiânia acompanhado do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do coordenador de campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL), e do candidato derrotado ao governo de Goiás Wilder Morais (PL).

Mais cedo, inclusive, Flávio publicou nas redes sociais vídeo ao lado de Wilder Morais com o objetivo de continuar a mobilizar os apoiadores dele a votarem em Flávio, já que Goiás não contará com um segundo turno local.

Além de Caiado, também participaram do evento em Goiânia o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB) — do grupo político de Caiado —, a senadora eleita por Goiás e esposa de Ronaldo, Gracinha Caiado (União Brasil), e o outro senador eleito pelo estado, Gustavo Gayer (PL).

Com CNN Brasil