Justiça Federal na PB destina recursos de penas pecuniárias para instalar Corpo de Bombeiros em Sumé

Ministério Público Federal (MPF) em Monteiro (PB) obteve da Justiça Federal na Paraíba (JFPB) decisão favorável que destina recursos decorrentes de penas pecuniárias, arbitradas pela 11ª Vara Federal, para a estruturação da nova sede do Corpo de Bombeiros no Município de Sumé, localizado na região do Cariri paraibano, a 264 km da capital. O pedido à Justiça foi feito após o MPF ter recebido dos bombeiros solicitação de doação de equipamentos necessários ao trabalho da unidade de salvamento.

A decisão judicial, concedida em novembro de 2019, teve os detalhes definidos nesta primeira quinzena de 2020, em audiência requerida pelo MPF para estabelecer as obrigações que serão assumidas com os recursos decorrentes da medida.

A audiência, conduzida pelo juiz federal da 11ª Vara Federal Rodrigo Maia da Fonte, estipulou o prazo de 60 dias, a contar do recebimento dos recursos, para que a unidade do Corpo de Bombeiros esteja em plena atividade naquele município, atendendo, também, às cidades de Amparo, Camalaú, Caraúbas, Congo, Coxixola, Gurjão, Ouro Velho, Parari, Prata, São João do Cariri, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Monteiro e Zabelê, todas na mesma região. Os municípios correspondem a uma área de 7.484,101 quilômetros quadrados com uma população de 114 mil habitantes do Cariri paraibano.

Com a criação da nova Companhia, a expectativa é que o atendimento tenha o tempo-resposta reduzido para cinco minutos, a depender da localidade. Atualmente, esse atendimento leva cerca de duas horas, devido à distância entre a sede do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Campina Grande (PB), que, até então, responde pela região. A unidade será instalada em imóvel cedido pela Prefeitura de Sumé, que oficializou a parceria na audiência judicial.

Ao receber a solicitação do Corpo de Bombeiros, em outubro de 2019, o MPF se reuniu como o órgão de segurança para conhecer as necessidades relatadas e como a situação do órgão se encaixa na Resolução nº 154/2012 do Conselho Nacional de Justiça para destinação de recurso judiciais, foi feita a solicitação da aplicação dos recursos em juízo. A resolução do CNJ define a política institucional do Poder Judiciário na utilização dos recursos oriundos da aplicação da pena de prestação pecuniária. Conforme a norma, é possível a destinação desses recursos para órgãos de segurança pública. Caso semelhante ocorreu em 2019, quando foi entregue um drone à Polícia Militar, em Monteiro.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a futura unidade terá um auto-bomba tanque (caminhão de combate a incêndio), um auto-resgate (ambulância), uma viatura administrativa e uma motocicleta. Ainda segundo os bombeiros, é possível iniciar as atividades de segurança pública na nova unidade, após 30 dias da aquisição dos materiais necessários constantes no projeto apresentado ao MPF.

Além do magistrado, participaram da audiência a procuradora da República, Janaína Andrade de Sousa; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Marcelo Augusto de Araújo Bezerra; o comandante do 2º Batalhão, Jean Benício (por videoconferência); e o prefeito de Sumé, Éden Duarte Pinto de Sousa.

Resolução do CNJ

Segundo a Resolução nº 154 de 13/07/2012 do CNJ, os valores oriundos da aplicação da pena de prestação pecuniária no Poder Judiciário, quando não destinados à vítima ou aos seus dependentes, serão, preferencialmente, destinados à entidade pública ou privada com finalidade social, previamente conveniada, ou para atividades de caráter essencial à segurança pública, educação e saúde, desde que estas atendam às áreas vitais de relevante cunho social, a critério da unidade gestora.

Processo nº: 0800339-12.2019.4.05.8203

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O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6×1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.

Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.

O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.

“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).

Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.

“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.

Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Com Paraíba Online