Juíza derruba recomendação do MP de Contas da Paraíba que desobrigava prefeituras exigir vacinação de crianças contra Covid-19 nas escolas

A juíza Antonieta Lúcia Maroja Arcoverde Nóbrega, da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, decidiu derrubar a recomendação do Ministério Público de Contas (MPC) do Estado da Paraíba sobre vacinação de crianças contra a Covid-19. O procurador-Geral do Ministério Público de Contas, Bradson Tibério Luna Camelo, havia emitido recomendação na qual orientava que os gestores municipais não excluam as crianças em idade escolar das salas de aula por causa da falta de imunização contra o coronavírus.

A recomendação do MPC foi feita na mesma semana que o Ministério Público do Estado da Paraíba e o Ministério Público Federal recomendarem justamente que todas as escolas devem exigir o passaporte de vacinação para que os estudantes compareçam às salas de aula. O MPPB pontuou que os menores sem vacinação contra a Covid-19 devem ter matrícula, rematrícula e outros direitos garantidos, mas que as escolas devem acionar o Conselho Tutelar e a Promotoria de Justiça para que o impasse seja resolvido.

Para Bradson Camelo, procurador-geral do MPC, a intenção da recomendação é garantir a presença de todos os menores em sala de aula, sem exclusão em razão da situação vacinal da criança ou adolescente. O procurador-geral do MPC considera que a ausência destas crianças em sala de aula presencial gera muito prejuízo para os que são segregados.

O presidente do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE), conselheiro Fernando Catão, afirmou no dia seguinte à recomendação do MPC que a recomendação do procurador-geral do Ministério Público de Contas, Bradson Camelo, orientando a municípios a não limitarem o acesso de alunos que não se vacinaram contra covid-19 à sala de aula é uma “posição pessoal”. A declaração do presidente do TCE-PB foi dada de forma exclusiva ao jornalista Clilson Júnior.

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A Polícia Federal confirmou que Tadeu Dantas, sócio-proprietário da Pixbet, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16), durante a segunda fase da Operação Arena, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo a empresa.

O mandado de prisão tinha como alvo o empresário em Campina Grande, mas ele não foi localizado no endereço indicado. As equipes da PF encontraram Tadeu em uma casa na praia de Jacumã, no município do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Segundo as investigações, o esquema teria utilizado a empresa de apostas para movimentar recursos enviados ao exterior, com parte do dinheiro direcionada para Curaçao, apontado como paraíso fiscal.

Esta é a primeira prisão realizada no âmbito da Operação Arena. Na primeira fase, deflagrada em agosto, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos estava Ernildo Júnior, sócio majoritário da Pixbet. Como ele não foi encontrado em casa, foi localizado posteriormente em uma rodovia na saída de Campina Grande. Na ocasião, policiais apreenderam o celular e o veículo utilizado pelo empresário.

A defesa de Tadeu Dantas ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

De Olho No Cariri