Jovem morre após receber descarga elétrica enquanto usava o celular

Uma jovem de 18 anos morreu após receber descarga elétrica em Santarém, no oeste do Pará. O caso aconteceu na madrugada deste domingo (29) na comunidade São Francisco do Carapanari, na região do Eixo Forte. A vítima foi identificada como Radja Ferreira de Oliveira.

De acordo com o enfermeiro do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Adilson Soares, as equipes foram acionadas pelo NIOp (Núcleo Integrado de Operações). Quando a equipe do Samu se dirigia ao local da ocorrência, a vítima já havia recebido os primeiros socorros e era levada ao hospital pela família.

A jovem não resistiu. “Ela já estava sem sinais vitais. O médico constatou que ela estava em óbito”, disse Soares.

A mãe de Radja Ferreira contou às equipes que a jovem estava mexendo no celular conectado à tomada quando um raio caiu. A jovem ficou desacordada e foi socorrida pelos familiares, mas não resistiu.

Casos em Curuá

Uma pessoa morreu e outra ficou ferida depois de serem atingidas por descargas elétricas em Curuá, no oeste do Pará. Os incidentes aconteceram durante um temporal em diferentes comunidades na última quarta (25).

Identificada como Semeão Tavares, que morava no Distrito Apolinário, a vítima falava ao telefone quando foi atingida pela descarga elétrica. Profissionais que saúde ainda chegaram a socorrê-lo, mas constataram a morte.

A outra vítima foi atingida na comunidade Macurá. O vereador Raimundo Brito (PP), de 35 anos, estava depenando um pato dentro de casa quando raios atingiram a residência. O homem foi atingido pela descarga elétrica, mas ainda conseguiu pedir ajuda e foi levado ao Centro de Saúde.

Orientações

O uso do celular durante o carregamento do aparelho se tornou comum. Entretanto, especialistas alertam para riscos de acidente.

O uso do celular conectado ao carregador pode causar explosões ou descargas elétricas por causa do aquecimento do aparelho durante o carregamento da bateria, especialmente em celulares com as opções de carga “rápida” ou “turbo”.

A grande quantidade de energia e volts utilizada pode ser transmitida para o usuário em casos de falha de isolamento no carregador, descargas elétricas ou sobrecargas na rede, que causam instabilidades na tensão das tomadas.

Durante tempestades, a recomendação é para que não seja utilizado celular que estiver recebendo carga e nenhum outro eletrodoméstico. As descargas elétricas podem penetrar na rede elétrica e atingir o carregador do telefone, ou de outro equipamento eletrônico. Eventuais instabilidades na rede elétrica também podem facilitar a passagem de corrente através do carregador.

Com G1 

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1