João sobre racha com Ricardo e convite para retorno ao PSB: ‘A história provou que eu estava com a razão’

O governador da Paraíba João Azevêdo (Cidadania) fez duras críticas contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PT) ao lembrar o processo de rompimento político entre eles em 2019. João apontou o convite de reingresso ao PSB feito pelo presidente nacional Carlos Siqueira como a ‘prova que o inocentou das falsas narrativas criadas contra ele’ pelo ex-gestor.

João lembrou, durante entrevista ao programa 60 minutos, do Sistema Arapuan de Comunicação nesta sexta-feira (1°), que o processo de ruptura foi iniciado em meio a discordâncias e interferências de Ricardo em seu governo, o que levou a uma sequência de “falsas narrativas” para desestabiliza-lo. Ele afirmou ainda que teve que lidar com duas crises em 2019, a ‘Calvário’ e da pandemia, porém, a história o inocentou de ambas.

“Todo mundo sabe o que aconteceu desde 2019 por conta de posições que tive que tomar como governador e que não talvez não tenham agradado ao ex-governador [Ricardo] que imaginou ou tentasse cobrar uma postura diferente da que tenho. Fui eleito para governar o estado com toda correção e necessidade que ele precisa de mim. A partir daí, foi feito uma montagem de narrativa e todo mundo sabe que minha saída do PSB foi organizada pelo ex-governador”, explicou.

“Isso obviamente gerou uma situação de relações insustentáveis, tanto é que isso foi provado e o presidente do PSB, Carlos Siqueira, fez um convite para que eu retorne. E eu disse a ele que fico satisfeito com as declarações, porque isso prova primeiro que em 2019 eu estava com a razão, que eu fui sequer ouvido no partido. Tardiamente chega esse reconhecimento, mas agradeço o presidente Carlos Siqueira por ter feito essa retificação a história. Isso é importante para saber quem tinha razão na discussão daquela narrativa absurda criada e prejudicando companheiros nosso de muitos anos”, concluiu João Azevêdo.

Gervásio e apoio do PSB em 2022

“Eu não tenho problemas com Gervásio, e hoje ele mesmo sabe os equívocos que cometeu com relação a algumas declarações que fez, nós tivermos oportunidade de conversar. Política é isso, conversa, dialogo e não tenho problema algum com Gervásio. Espero que o PSB possa estar junto conosco de um cenário para 2022”, disse João.

Paraíba.com

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1