João Azevêdo entrega reforma do ginásio e parque infantil no Instituto dos Cegos de Campina Grande

O governador João Azevêdo entregou, nesta terça-feira (23), a reforma e ampliação do ginásio paradesportivo e o parque infantil do Instituto dos Cegos de Campina Grande, que receberam investimentos superiores a R$ 1 milhão. Os equipamentos irão auxiliar nas atividades recreativas da instituição e no treinamento de paratletas, que agora poderão praticar diversas modalidades do paradesporto em um espaço adequado e confortável. 

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual ressaltou a satisfação de entregar mais uma ação do governo para uma instituição comprometida com o cuidado das pessoas. “Nós estamos entregando um equipamento que representa, acima de tudo, inclusão. Temos feito parcerias com diversas instituições que têm realizado um trabalho sério, como o Instituto dos Cegos de Campina Grande, que ganha um espaço adaptado e adequado para a prática de esporte”, frisou. 

A primeira-dama do estado, Ana Maria Lins, que recebeu a reivindicação pela reforma do ginásio durante uma visita à instituição, destacou a alegria de retornar ao Instituto para participar da entrega da obra. “Nós recebemos essa demanda quando tivemos a oportunidade de visitar o Instituto dos Cegos e hoje voltamos para acompanhar a realização de um sonho de uma instituição que trabalha há mais de 70 anos para garantir dignidade e qualidade de vida a quem precisa da nossa atenção especial e vamos continuar com esse trabalho inclusivo e comprometido”, falou.

A secretária de estado do Desenvolvimento Humano, Pollyanna Dutra, evidenciou o compromisso da gestão com o fortalecimento de políticas públicas inclusivas. “Nós temos um governo de inclusão, que tem tido sensibilidade para assegurar o acesso aos direitos de todos os cidadãos e vamos continuar com esse trabalho, por meio dos convênios, projetos e políticas públicas desenvolvidas pelo estado”, declarou. 

A presidente do Instituto dos Cegos de Campina Grande, Adenize Queiroz, agradeceu ao governador João Azevêdo e à primeira-dama Ana Maria Lins pela ação e sensibilidade de atender os pleitos da instituição. “O instituto atua há mais de 70 anos pela ousadia das pessoas cegas porque queremos aprender a ler, a escrever, a utilizar o computador, a praticar esporte, também queremos ser inseridos no mercado de trabalho e contamos com a colaboração do Governo do Estado nesse trabalho que fazemos para todo o Compartimento da Borborema, garantindo a dignidade inerente à pessoa humana, e o protagonismo, por isso, esse é um feliz dia para cada um de nós”, disse. 

A judoca Maria de Fátima Rocha agradeceu o olhar atento da gestão estadual com o Instituto dos Cegos de Campina Grande. “Essa é uma ocasião de grande importância, em especial, para todos os atletas porque esse será um local de treinamento para melhorar o nosso rendimento no judô, no futebol de cegos onde já nos destacamos em nível nacional. Nós também agradecemos ao governador por programas, como o Bolsa Esporte, que garantem autonomia e inclusão às pessoas com deficiência, nos permitindo acessibilidade no esporte, na educação, nos preparando para a vida, para o ingresso na universidade, na inserção no mercado de trabalho”, comentou.

O ginásio possui uma área de 986 metros quadrados, dos quais 924,00m² foram reformados e 62,00m² foram ampliados. O equipamento conta com vestiários feminino, masculino e para Pessoas com Deficiência e arquibancada. 

O vice-governador Lucas Ribeiro, os deputados estaduais Inácio falcão e João Paulo; prefeitos da região; os vereadores de Campina Grande, Eva Gouveia, Pimentel Filho, Jô Oliveira, Valéria Galvão, Renan Maracajá, Rostand Paraíba, Bruno Faustino e Anderson Pila; e auxiliares da gestão estadual, a exemplo do secretário da Comunicação Institucional, Nonato Bandeira, e o secretário executivo da Articulação Política, João Paulo Freire, prestigiaram a solenidade que foi marcada por apresentações culturais, musicais, além de uma partida de futebol de 5 por paratletas da seleção brasileira de base.

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1