João Azevêdo confirma conversa do grupo com ex-ministro José Dirceu para ponte com Lula e espera que a articulação seja em “breve”

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), confirmou conversas do seu grupo político, articuladores, com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para ponte fazer uma ponte com o ex-presidente Lula (PT). Ele espera que essa articulação ocorra em breve, mas não citou quando isso poderia ocorrer.

Questionando quando pode ocorrer a articulação com o ex-presidente do PT, João Azevêdo frisou que espera que “em breve”. O chefe do Executivo afirmou que “há uma ansiedade muito grande por parte de muitas pessoas” e confirmou que “houve contato sim do ex-ministro com nosso pessoal, nossos interlocutores. Nós estamos conversando”.

Essa informação foi dada, na manhã desta segunda-feira (10), em entrevista a imprensa, João Azevêdo fez a sua prestação de contas sobre o governo como obras executadas, em andamento e o que será feito nos próximos meses. Uma das ações informadas foi o convênio para a construção de mais 104 creches, por meio do programa Paraíba Primeira Infância. Ao todo, o governo terá assinado com 208 municípios para construção das unidades.

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1