João Azevêdo anuncia edital do programa PB Rural Sustentável que contempla agricultores familiares

O governador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (14), durante o programa Conversa com o Governador, a publicação de edital do projeto Cooperar, por meio do programa PB Rural Sustentável, nesta terça-feira (15), contemplando cinco tipos de tecnologias sociais. São elas: produção de mel com abelha sem ferrão; criação de caprinos e ovinos em sistema agroflorestal; criação de frangos caipira; produção de palma forrageira adensada, resistente à cochonilha do carmim e implantação de sistema de geração de energia solar para pequena irrigação existente.

Nessas tecnologias serão investidos recursos superiores a R$ 26 milhões, beneficiando 222 municípios no estado. Com isso, o programa busca auxiliar os pequenos agricultores familiares para que eles mantenham uma atividade produtiva durante todo o ano, proporcionando uma melhor convivência nas estações de escassez de água.

Na ocasião, João Azevêdo ressaltou a importância dessa ação para contemplar agricultores familiares de quase todos os municípios paraibanos. “Estamos trabalhando basicamente com aquilo que chamamos de tecnologias sociais. Este é um programa muito importante, que tem um trabalho muito grande em desenvolvimento. Há muitas ações que vão desde sistemas a travessias em rios, as chamadas passagens molhadas, e tudo isso, sendo desenvolvido pelo Cooperar, por toda a Paraíba”, observou o governador.

Essas alternativas tecnológicas são consideradas de grande utilidade, usualmente adotadas pela agricultura familiar do Nordeste brasileiro. São voltadas para reduzir e manter uma atividade produtiva durante o ano, proporcionando, também, uma melhor convivência nas estações de escassez de recursos hídricos.

As Associações Comunitárias interessadas, que atendam aos requisitos estabelecidos, devem preencher o Formulário de Apresentação de Demandas 2b (Anexo A03) por meio eletrônico, por meio do site http://www.cooperar.pb.gov.br/downloads, onde também estarão disponíveis todas as instruções.

Em caso de dúvidas no preenchimento, as organizações contarão com orientações da Central de Atendimento – Tira dúvidas e das equipes do Cooperar nas Gerências Regionais e da parceira Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), através dos escritórios locais nos municípios.

Cooperar – O Projeto Cooperar, ao longo dos anos, vem acumulando uma considerável experiência no âmbito do desenvolvimento rural sustentável no Estado da Paraíba. Neste contexto, elaborou o programa PB Rural Sustentável com apoio do Banco Mundial, que tem entre suas ações um componente (Componente 2) voltado para proporcionar às famílias de pequenos produtores rurais, o acesso à Água e Redução da Vulnerabilidade Agroclimática.

O programa PB Rural Sustentável do Governo do Estado é executado pela Secretaria de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido (Seafds) e Projeto Cooperar, em parceria com o Banco Mundial.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1