Interrupção do fornecimento de energia em maternidade de Campina Grande causa transferência de recém-nascidos

A interrupção no fornecimento de energia elétrica no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), na manhã deste sábado (21) causou a transferência de recém-nascidos para outras unidades de saúde.

De acordo com o prefeito Bruno Cunha Lima e o secretário de Saúde Gilney Porto a transferência de alguns pacientes foi feita de forma preventiva.

De acordo com Gilney Porto, sete bebês internados na UTI Neonatal foram transferidos para as maternidades de retaguarda dos hospitais FAP e Clipsi. As gestantes da UTI Materna estão sendo transferidas para o Hospital Municipal Pedro I, e os eventuais procedimentos de urgência e emergência serão executados no centro cirúrgico do Hospital Municipal Dr. Edgley.

Ainda segundo os gestores, apesar do incidente, nenhum paciente sofreu qualquer tipo de dano.

A equipe de engenharia da Prefeitura de Campina Grande identificou que houve a ruptura de um cabo subterrâneo, que interliga os sistemas, o que provocou a interrupção no abastecimento. O gerador do prédio foi acionado, mas o cabo rompido impediu a alimentação da rede elétrica da maternidade.

Enquanto a situação é resolvida, o prefeito determinou também a contratação temporária de novos geradores para suprir o abastecimento. “Antes de consertar e de religar a rede, vamos fazer uma grande inspeção em todo o prédio”, disse o prefeito.

Confira nota do ISEA:

NOTA – Instituto de Saúde Elpídio de Almeida

O Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) sofreu uma interrupção do fornecimento de energia elétrica em alguns setores da maternidade neste sábado, 21. Por precaução, a direção da unidade transferiu três recém-nascidos da UTI Neonatal para outras maternidades de retaguarda.

O ISEA esclarece que o incidente não causou dano a nenhum recém-nascido, gestante ou puérpera. A equipe de engenharia da Secretaria Municipal de Saúde trabalha para identificar o que pode ter causado o problema, visto que a unidade dispõe de geradores de energia elétrica.

O prefeito Bruno Cunha Lima e o secretário de Saúde, Gilney Porto, estão neste momento na maternidade, acompanhando a ação no ISEA até o pronto restabelecimento do fornecimento da energia.

Com PB Agora

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o também ministro do STF Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao requisitar relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) com o objetivo de atingi-lo e acusá-lo de abuso de autoridade e crime de responsabilidade. 

Mendonça acusou Moraes de praticar ele próprio abuso de autoridade e direcionamento de investigação, ao ter solicitado à Polícia Federal, de ofício, ou seja, sem provocação, uma série de relatórios de inteligência contra o relator do caso Master. 

“Os vícios que o prolator imputou a este signatário são, na realidade e em verdade, aqueles verificados em seu próprio ato —e não naquele que ele visa atacar”, acusou Mendonça. 

O ministro enviou a manifestação ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, nesta terça-feira (22), último dia do prazo para que apresentasse sua defesa no processo em que Moraes pediu uma investigação contra Mendonça. 

O processo foi aberto por Fachin após Moraes ter tornado público um relatório de inteligência da PF com conjecturas a respeito da condução das investigações da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias que teriam sido praticadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. 

O documento sugere que Mendonça, na condição de relator, tenha direcionado as investigações para atingir desafetos políticos. Segundo ele, o relatório não é datado nem assinado, tampouco traz estampado o timbre da PF. Outros cinco relatórios do tipo foram encaminhados pela corporação a Moraes. 

“São ‘relatórios’ sem qualquer identificação de autoria, com múltiplas advertências quanto à sua ausência de validade probatória, com avaliações críticas sobre a maneira como as equipes de investigação da Polícia Federal conduzem os inquéritos e um Ministro da Corte promove a supervisão judicial dos procedimentos nos quais é relator”, escreveu Mendonça em sua defesa. 

O ministro apontou que Moraes não demonstrou como soube da existência de tais relatórios, tendo inserido seu nome no Inquérito das Fake News sem suspeita prévia. Mendonça afirmou que o colega usurpou a competência do plenário para investigar ministros do Supremo. 

“Em verdade, o que se verifica é a realização de atividade ilícita da Polícia Federal e a presença de evidente denunciação caluniosa e abuso de autoridade na tentativa de intimidar e obstruir a justiça”, escreveu Mendonça. 

Entenda

A crise entre os dois ministros teve início em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo sobre um relatório da Operação Compliance Zero segundo o qual Vorcaro teria enviado 52 mensagens a Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso. 

Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter proximidade com Moraes, a quem diz ter enviado para apreciação, por exemplo, um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. As mensagens foram extraídas do celular apreendido do ex-banqueiro. Os investigadores informaram que as respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas. 

Em sua defesa, Moraes afirmou que a investigação da PF relatada por Mendonça foi “inconstitucional e ilegal” e encaminhou os relatórios de inteligência da PF ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Com Agência Brasil