Hortifruti e avicultura crescem no Cariri com apoio do Sebrae e produtores chegam a faturar até R$ 4 mil/mês

O trabalho de desenvolvimento da agricultura familiar executado pelo Sebrae/PB está gerando bons resultados na região do Cariri. Alguns produtores chegam a faturar até R$ 4 mil/mês na hortifruticultura e na avicultura, por exemplo, o dobro do que recebiam antes de novos conhecimentos e práticas. A maioria deles está conseguindo vender para o poder público municipal, uma das orientações da instituição que tem promovido o avanço dos pequenos negócios rurais.

Um dos produtores da cidade de Caraúbas, José Eranildo Siqueira Lima, do sítio Passagem, está satisfeito com o aumento na renda familiar. Ele está distribuindo sua produção por todas as escolas do município, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 

“Antes, eu apurava em média uns R$ 2 mil por mês, agora chego a uns R$ 4 mil. Eu comecei a ter o apoio de uma consultoria do Sebrae há uns meses e consegui encontrar produtos para minha plantação com preços mais em conta, além da orientação para entrar no PNAE municipal”, contou Eranildo.

Segundo a gerente da agência regional do Sebrae/PB na cidade de Monteiro, Madalena Arruda, esse apoio ofertado a Eranildo é o mesmo que é aplicado para mais de vinte produtores, sendo 18 de Caraúbas. A agência trabalha no desenvolvimento da agricultura familiar com todos os parceiros do agronegócio.

“Todos os produtores que trabalhamos, ultimamente estão nos reportando esses aumentos, tanto nos lucros, quanto na produtividade para poder atender as demandas locais. O trabalho do Sebrae na hortifruticultura é observar o que tem de potencial e o que pode ser melhorado. Junto ao agricultor Eranildo realizamos orientação sobre o uso de telas de sombreamento, aquisição de substratos, e o que ele pode vender pelo PNAE”, falou. 

Madalena ainda explicou que a consultoria à propriedade rural envolve também os trâmites dos projetos de venda, emissão de nota fiscal eletrônica, além de realizar o acompanhamento da execução do projeto. 

“Entendemos que toda cidade é obrigada a comprar no mínimo 30% do recurso que vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) voltado à agricultura familiar, especificamente à alimentação escolar. Em 2026, esse percentual passará a ser de 45%. O Sebrae reúne os agricultores e avicultores em seus grupos, faz reuniões, apresenta o programa e mostra a importância das compras públicas para a agricultura familiar. Pelo município, nós orientamos o processo de elaboração do edital com chamada pública. Estamos inseridos e atuantes no processo”, explicou a gerente.

Outra produtora agroecológica do cariri que está com o mesmo faturamento, saindo da situação idêntica à de Eranildo, é Isabel Katiane dos Santos Silva, do sítio Barreiras, também em Caraúbas. A avicultora do Criatório Doce Lar saiu de uma produção caseira para um aviário com 190 galinhas caipiras em postura e com mais 100 frangas, que são as galinhas em crescimento, numa propriedade de 4,5 hectares. 

“Eu trabalho com galinhas poedeiras e o apoio do Sebrae foi essencial porque nós somos pequenos criadores, precisamos de orientação. Graças a essa parceria por meio de consultorias que hoje vendemos nossos ovos para a agricultura familiar em Caraúbas, que a prefeitura disponibiliza para a merenda das escolas. Isso foi de grande importância para nós, que só criávamos aves para a família”, comentou Isabel.

Com apoio da consultoria, a avicultora disse que se prepara para continuar evoluindo, se capacitando em palestras e cursos indicados pelo Sebrae. “Procuro ir às reuniões, onde há muitas informações, aprendizados e eu aproveito para aplicar na minha criação. Eu espero só ir crescendo, tanto na avicultura quanto profissionalmente”, falou Isabel.

O trabalho do Sebrae/PB no cariri com a agricultura familiar vem ganhando novos produtores também, já que atende Monteiro e Prata, ultrapassando 100 agricultores, associações ou cooperativas. Somente em Caraúbas, no ano passado, havia 11 produtores e este ano aumentou para 22. O trabalho ainda atende uma associação da cidade de Cabaceiras e uma cooperativa de São João do Cariri.

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A Operação Mata Atlântica em Pé, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e órgãos ambientais, aplicou 15 autos de infração por desmatamento ilegal em quatro municípios paraibanos. A ação foi deflagrada entre 17 e 27 de agosto e atingiu mais de 230 héctares.

As multas, que ultrapassaram os R$ 2 milhões, foram aplicadas nas cidades de São Miguel de Taipu, Massaranduba, Alagoa Grande e Alagoinha. Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da fiscalização remota e presencial de sete alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta.

Operação nacional

Nos 17 estados participantes, incluindo a Paraíba, foram mais de 8 mil hectares autuados e as multas ultrapassaram os R$ 100 milhões.

A Operação Mata Atlântica em Pé utiliza informações produzidas por diversos sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta, para identificar áreas com indícios de desmatamento ilegal. Com base nesses alertas, equipes de fiscalização realizam verificações remotas e presenciais para confirmar a ocorrência das infrações ambientais e emitir os devidos autos de infração e termos de embargo.

Penalidades

Confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos à aplicação de multas e demais sanções administrativas e a reparação integral dos danos ambientais e climáticos, sem prejuízo na apuração da responsabilidade nas esferas cível e criminal.

As áreas desmatadas ilegalmente também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

De Olho no Cariri

Com Portal Correio