Governo Federal reconhece situação de emergência na maioria das cidades do Cariri paraibano

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu situação de emergência em 140 cidades da Paraíba afetadas pela estiagem. A portaria foi publicada na edição desta quarta-feira (14) do Diário Oficial da União e a decisão leva em consideração decreto assinado pelo governador João Azevêdo no mês de maio.

No decreto, o governador justificou que a estiagem tem gerado prejuízos importantes e significativos às atividades produtivas do estado, principalmente à agricultura e pecuária dos municípios afetados.

Além disso, o comprometimento da normalidade nos municípios é causado sobremaneira pela falta de água, já que as chuvas não foram suficientes para recarga dos mananciais, caracterizando assim um desastre que vem exigir a ação do Poder Público Estadual.

“A população de menor poder aquisitivo tem o padrão de sobrevivência ainda mais afetado em função da carência de água, demandando do Poder Público o restabelecimento da normalidade nas regiões afetadas”, diz trecho do decreto.

Veja a lista

01Alcantil
02Algodão de Jandaíra
03Aparecida
04Arara
05Araruna
06Areia
07Areial
08Aroeiras
09Assunção
10Bananeiras
11Baraúna
12Barra de Santa Rosa
13Barra de Santana
14Barra de São Miguel
15Belém do Brejo do Cruz
16Bernardino Batista
17Boa Ventura
18Boa Vista
19Bom Sucesso
20Bonito de Santa Fé
21Brejo dos Santos
22Cabaceiras
23Cachoeira dos Índios
24Cacimba de Areia
25Cacimba de Dentro
26Cajazeiras
27Camalaú
28Campina Grande
29Caraúbas
30Carrapateira
31Casserengue
32Catolé do Rocha
33Caturité
34Conceição
35Condado
36Congo
37Coremas
38Coxixola
39Cubati
40Cuité
41Curral Velho
42Damião
43Desterro
44Diamante
45Dona Inês
46Emas
47Esperança
48Fagundes
49Frei Martinho
50Gado Bravo
51Gurjão
52Imaculada
53Itabaiana
54Jericó
55Joca Claudino
56Juazeirinho
57Juru
58Lagoa
59Lagoa Seca
60Lastro
61Livramento
62Mãe D`Água
63Manaíra
64Marizópolis
65Massaranduba
66Matinhas
67Maturéia
68Mogeiro
69Montadas
70Monte Horebe
71Natuba
72Nazarezinho
73Nova Floresta
74Nova Olinda
75Nova Palmeira
76Olho D`Água
77Olivedos
78Parari
79Passagem
80Patos
81Pedra Branca
82Pedra Lavrada
83Picuí
84Pocinhos
85Poço Dantas
86Poço de José de Moura
87Pombal
88Princesa Isabel
89Puxinanã
90Queimadas
91Quixabá
92Remígio
93Riachão
94Riacho de Santo Antônio
95Riacho dos Cavalos
96Salgadinho
97Salgado de São Félix
98Santa Cecília
99Santa Cruz
100Santa Helena
101Santa Luzia
102Santa Teresinha
103Santana dos Garrotes
104Santo André
105São Bentinho
106São Bento
107São Domingos
108São Domingos do Cariri
109São Francisco
110São João do Cariri
111São João do Rio do Peixe
112São João do Tigre
113São José da Lagoa Tapada
114São José de Caiana
115São José de Espinharas
116São José de Piranhas
117São José de Princesa
118São José do Bonfim
119São José do Brejo do Cruz
120São José do Sabugi
121São José dos Cordeiros
122São Mamede
123São Sebastião de Lagoa de Roça
124São Sebastião do Umbuzeiro
125São Vicente do Seridó
126Serra Branca
127Solânea
128Soledade
129Sossêgo
130Sousa
131Tacima
132Taperoá
133Tavares
134Tenório
135Triunfo
136Uiraúna
137Umbuzeiro
138Várzea
139Vieirópolis
140Zabelê

De Olho no Cariri

Mais PB

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1