Governo da Paraíba decreta situação de emergência em 140 municípios afetados pela estiagem; CONFIRA A LISTA

O governador João Azevêdo decretou situação anormal, caracterizada como situação de emergência, em 140 municípios paraibanos afetados pela estiagem. O decreto foi publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Estado e irá vigorar por 180 dias.

No decreto, o governador justifica que a estiagem tem gerado prejuízos importantes e significativos às atividades produtivas do estado, principalmente à agricultura e pecuária dos municípios afetados.

Além disso, o comprometimento da normalidade nos municípios é causado sobremaneira pela falta de água, já que as chuvas não foram suficientes para recarga dos mananciais, caracterizando assim um desastre que vem exigir a ação do Poder Público Estadual.

“A população de menor poder aquisitivo tem o padrão de sobrevivência ainda mais afetado em função da carência de água, demandando do Poder Público o restabelecimento da normalidade nas regiões afetadas”, diz trecho do decreto.

Veja a lista

1 ALCANTIL
2 ALGODÃO DE JANDAÍRA
3 APARECIDA
4 ARARA
5 ARARUNA

6 AREIA
7 AREIAL
8 AROEIRAS
9 ASSUNÇÃO
10 BANANEIRAS
11 BARAÚNA
12 BARRA DE SANTA ROSA
13 BARRA DE SANTANA
14 BARRA DE SÃO MIGUEL
15 BELÉM DO BREJO DO CRUZ
16 BERNARDINO BATISTA
17 BOA VENTURA
18 BOA VISTA
19 BOM SUCESSO
20 BONITO DE SANTA FÉ
21 BREJO DOS SANTOS
22 CABACEIRAS
23 CACHOEIRA DOS ÍNDIOS
24 CACIMBA DE AREIA
25 CACIMBA DE DENTRO
26 CAJAZEIRAS
27 CAMALAÚ
28 CAMPINA GRANDE
29 CARAÚBAS
30 CARRAPATEIRA
31 CASSERENGUE
32 CATOLÉ DO ROCHA
33 CATURITÉ
34 CONCEIÇÃO
35 CONDADO
36 CONGO
37 COREMAS
38 COXIXOLA
39 CUBATI
40 CUITÉ
41 CURRAL VELHO
42 DAMIÃO
43 DESTERRO
44 DIAMANTE
45 DONA INES
46 EMAS
47 ESPERANÇA
48 FAGUNDES
49 FREI MARTINHO
50 GADO BRAVO
51 GURJÃO
52 IMACULADA
53 ITABAIANA
54 JERICÓ
55 JOCA CLAUDINO
56 JUAZEIRINHO
57 JURU
58 LAGOA
59 LAGOA SECA
60 LASTRO
61 LIVRAMENTO
62 MAE DAGUA
63 MANAÍRA
64 MARIZÓPOLIS
65 MASSARANDUBA
66 MATINHAS
67 MATURÉIA
68 MOGEIRO
69 MONTADAS
70 MONTE HOREBE
71 NATUBA
72 NAZAREZINHO
73 NOVA FLORESTA
74 NOVA OLINDA
75 NOVA PALMEIRA
76 OLHO DÁGUA
77 OLIVEDOS
78 PARARI
79 PASSAGEM
80 PATOS
81 PEDRA BRANCA
82 PEDRA LAVRADA
83 PICUÍ
84 POCINHOS
85 POÇO DANTAS

86 POÇO DE JOSÉ DE MOURA
87 POMBAL
88 PRINCESA ISABEL
89 PUXINANÃ
90 QUEIMADAS
91 QUIXABA
92 REMÍGIO
93 RIACHÃO
94 RIACHO DE SANTO ANTONIO
95 RIACHO DOS CAVALOS
96 SALGADINHO
97 SALGADO DE SÃO FELIX
98 SANTA CECÍLIA
99 SANTA CRUZ
100 SANTA HELENA
101 SANTA LUZIA
102 SANTA TERESINHA
103 SANTANA DOS GARROTES
104 SANTO ANDRÉ
105 SAO BENTINHO
106 SÃO BENTO
107 SÃO DOMINGOS
108 SÃO DOMINGOS DO CARIRI
109 SAO FRANCISCO
110 SÃO JOÃO DO CARIRI
111 SAO JOAO DO RIO DO PEIXE
112 SÃO JOÃO DO TIGRE
113 SÃO JOSÉ DA LAGOA TAPADA
114 SÃO JOSÉ DE CAIANA
115 SAO JOSE DE ESPINHARAS
116 SÃO JOSÉ DE PIRANHAS
117 SÃO JOSÉ DE PRINCESA
118 SÃO JOSÉ DO BONFIM
119 SÃO JOSÉ DO BREJO DO CRUZ
120 SÃO JOSÉ DO SABUGI
121 SÃO JOSÉ DOS CORDEIROS
122 SAO MAMEDE
123 SÃO SEBASTIÃO DE LAGOA DE ROÇA
124 SÃO SEBASTIÃO DO UMBUZEIRO
125 SÃO VICENTE DO SERIDÓ
126 SERRA BRANCA
127 SOLÂNEA
128 SOLEDADE
129 SOSSEGO
130 SOUSA
131 TACIMA
132 TAPEROÁ
133 TAVARES
134 TENÓRIO
135 TRIUNFO
136 UIRAÚNA
137 UMBUZEIRO
138 VÁRZEA
139 VIEIRÓPOLIS
140 ZABELÊ

De Olho no Cariri

Mais PB

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

André Mendonça vota para julgar seu caso e o de Moraes separadamente

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.

Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros.

Entenda a crise no STF

‘Não há pedido para abrir uma investigação criminal’, diz Moraes

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

Com Portal G1