Fiscalização resgata nove pessoas e fecha abrigo em Queimadas com estrutura precária e sem assistência médica

Uma fiscalização coordenada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) resgatou nove pessoas e fechou uma comunidade terapêutica em Queimadas, no Agreste paraibano. A ação foi realizada nesta segunda-feira (5), pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional de Fiscalização de Comunidades Terapêuticas, e constatou a falta de assistência médica e estrutura adequada aos internos.

A comunidade foi interditada pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa). A fiscalização foi solicitada pelo primeiro promotor de Justiça de Queimadas, Márcio Teixeira. Segundo o promotor, o ambiente é precário em estrutura e assistência. “Não tinha servidor da saúde, médico e nem enfermeiro, nem ao menos em visita esporádica. Fomos recebidos por um dos internos, que se autodenominou coordenador. A medicação era aplicada por pessoa não habilitada”, relatou o promotor.

Márcio Teixeira também informou que houve relatos de maus tratos, tortura e de contenção de pacientes com medicamentos, situação de higiene e de alimentação precária, cerca elétrica fora dos padrões, o que causava riscos para os internos. Também foi encontrada uma mulher com déficit intelectual entre os internos homens.

“Segundo a pessoa que se autodenominava responsável, os internos já vieram de outra casa que foi fechada em Campina Grande. Todos os internos são de cidades distintas, nenhum daqui de Queimadas. Diante disso, a Vigilância Sanitária entendeu por interditar a casa. Os internos foram encaminhados a Secretaria de Saúde do município e cada um foi contactada às famílias para os resgates individuais”, acrescentou o promotor Márcio Teixeira.

Participaram da fiscalização o promotor Márcio Teixeira; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Saúde do MPPB, a promotora de Justiça Fabiana Lobo; profissionais da da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) e das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social e de Saúde de Queimadas, dos conselhos regionais de Enfermagem, Psicologia, Farmácia e Fisioterapia; Agevisa; e policiais militares e civis.

Com ClickPB

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (3) o sigilo de decisão que aponta supostas irregularidades na atuação do ministro André Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Moraes encaminhou a decisão e os relatórios de inteligência da Polícia Federal que a fundamentam ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A decisão foi tomada no âmbito do Inquérito 4.781, instaurado em 2019 para apurar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra integrantes do Supremo, além de possíveis esquemas de financiamento e divulgação de fake news em massa nas redes sociais.

Na decisão, Moraes determinou que o conjunto de documentos seja encaminhado a Fachin “para as providências que entender necessárias”. Também determinou que a Procuradoria-Geral da República seja comunicada.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil